domingo, 8 de novembro de 2009

SOBRE O TEXTO FESTANÇA NA FLORESTA - COMENTÁRIOS DOS CURSISTAS

"O TEXTO "FESTANÇA NA FLORESTA" DE CLARICE LISPECTOR É UM ÓTIMO INSTRUMENTO PARA SE TRABALHAR AS RELAÇÕES DE SENTIDO EXPLÍCITOS E IMPLÍCITOS, BEM COMO, O USO DE PALAVRAS QUE ESTABELECEM A COERÊNCIA E A COESÃO TEXTUAL"
PROFA. NATÉRCIA
"O TEXTO É MUITO RICO PARA SER TRABALHADO EM SALA DE AULA COM OS ALUNOS, TENDO EM VISTA QUE ALÉM DO ESTUDO DOS ELEMENTOS COESIVOS E A EXPLORAÇÃO LINGUÍSTICA DO TEXTO, ELE ATRAI A ATENÇÃO DOS ALUNOS PORQUE FALA DE ANIMAIS, FLORESTA, FAZ PARTE DO MUNDO DELES.
ALUNOS MOTIVADOS PARA A LEITURA FICA MAIS FÁCIL TRABALHAR OS DEMAIS ASPECTOS DA LÍNGUA."
PROFA. EULÁLIA.
VALEU PROFESSORAS!!!!!!! ETA MENINAS BOAS!!!!

domingo, 1 de novembro de 2009

RELATÓRIO - ENCONTRO 9 - TP5 E TP6


DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA


RELATÓRIO XIX – Nono Encontro


Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 17/10/2009 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes


LEITURA COMPARTILHADA


Num primeiro momento realizei a leitura compartilhada do conto “Festança na Floresta” de Clarice Lispector (já deu para perceber meu fascínio pela obra de Clarice) solicitando aos professores que observassem as expressões belas, interessantes e os recursos que a autora utilizou para deixar o conto mais polido e agradável de ler.
Como sempre um cursista, desta vez a Roseny, realiza a leitura do relatório dele, que faz uma síntese de forma reflexiva do encontro anterior.


RETOMADA


Em grupos os professores apresentaram e explicaram o mapa textual, (releia o relatório 8) realizado no encontro presencial do dia 03/10/2009, em pequenos grupos. O assunto trabalhado foi “Relações lógicas no texto” e suas respectivas seções 1- A lógica do (no) texto, 2- A negação e 3- Significados implícitos que fazem parte da Unidade 20 do TP5.
Devido ao feriado do dia 12/10, comemorações do dia do professor na escola e o projeto cartas dentre outros aspectos, os professores pediram mais um prazo para realizarem as atividades propostas anteriormente que foram: Lição de casa 2 do TP5 que contempla a unidade 18 e 19 e Oficina 09 ou 10 também do TP5.



SOCIALIZANDO OS MAPAS TEXTUAIS


Esta socialização foi extremamente enriquecedora considerando a oportunidade de eliminação de dúvidas em relação a teoria estudada nos grupos num primeiro momento e num segundo tempo dialogando com a turma toda.

Alguns exemplos:
Natércia e Celidônia
Evenilda, Edileuza,Hezequias e Rúbia
TRABALHANDO O TEXTO FESTANÇA NA FLORESTA
DISCUTINDO COESÃO E COERÊNCIA

Festança na floresta
Clarice Lispector




Estamos no mês de junho, as fogueiras de São João se acendem, balões sobem, já há friozinho e aconchego. Dá para comer batata-doce à meia-noite com café tinindo de quente.

Mas me disseram que a festa não é só nossa. Pois não é que ia haver uma festa da bicharada na selva? E calculei que isso acontecesse no mês de nossos próprios folguedos. Pelo menos é o que garantem os índios da tribo Tembé.

Foi assim: os animais das matas até que estavam ocupados e calmos em relação a seus deveres, pois o dever do animal é existir. Mas eis senão quando surgiu no ar um boato que logo se espalhou alvissareiro num diz-que-diz assanhado. Vinha esse boato trazido pelo canto do sabiá. Como o sabiá, a quanto se sabe, canta pelo mero prazer de cantar, ficaram os bichos em dúvida sobre se era ou não verdade.

E – de repente – começou a chover convite para a tal festança. Quem convidava não dizia quem era, mas todos desconfiaram que a idéia vinha da rainha das selvas brasileiras, a onça, mandachuva que era. Todos os bichos foram convidados, garantindo-se que na ocasião seria abolida a ferocidade. Até a mãe-coruja, que de tão séria e sábia até óculos usava, foi convidada com seus filhotes.

Quanto às filhas do macaco, doidas para namorar e enfim casar, enfeitaram-se tanto e com tantas bugigangas que pareciam umas – é isso mesmo, pareciam umas verdadeiras macacas.

E quem pensa que a cobra faltou por ser tão nojenta está enganado: apareceu fazendo salamaleques com o corpo escorregadio para chamar a atenção.

A noite estava toda iluminada por milhares de vaga-lumes, pela lua silenciosa e pelas estrelas úmidas. Quanto à orquestra, fiquem certos de que era da melhor qualidade: uma turma de tucanos encarregou-se de tocar em valsa os mais belos grunhidos da mata.

A bicharada estava acesa de alegria. O papagaio foi muito aplaudido quando berrou uma canção alegre, e as macacas casadoiras, penduradas pelos rabos nas árvores, estavam certas de que eram grandes bailarinas.

Bem, a coisa estava no máximo de animação. Mas a onça estava inquieta, doida para atacar. E como não fosse permitida nessa noite a carnificina, ela começou a ser feroz com a língua viperina. Então cantou:
“Dona Anita é gorda roliça que nem uma porca e tem cor de rato”. A anta danou-se e retirou-se.

A onça, vendo que tinha tido sucesso, cantou uma ofensa horrível contra o jabuti, dizendo que este estava coberto de mosca varejeira. Tanto que o jabuti, ofendido, foi embora. Depois a onça falou: “Vejam que decote indecente o das filhas do macaco”. As macacas ficaram fulas da vida e só não saíram de lá porque a esperança de arranjar noivo é a última que acaba.

Mas acontece que havia entre os animais o deus dos veados. Arapuá-Tupana, que resolveu acabar com a empáfia da onça e para vencê-la pôs-se a cantar. Os bichos, sabendo que quando o ouvissem morreriam, taparam os ouvidos. Arapuá-Tupana afinal foi embora e a bicharada não morreu.

É. Mas os animais haviam perdido o dom da fala, ninguém se compreendia mais. E isso até o dia de hoje. Porque grunhir ou cantar não diz nada. Tudo por causa da onça linguaruda.

COMENTÁRIOS



Entre os vários aspectos da abordagem de um texto, reli este para a turma destacando neste estudo, a composição textual, ou seja, a valorização, os modos de combinação da forma discursiva utilizada pela autora. Convidei os colegas professores para comentarem olhando o texto como objeto estético. A forma como foi tecido marcando os elementos da textualidade: a coerência e a coesão.
Muito foi discutido, além da beleza da produção escrita:
- Os marcadores da cadeia linguística que tecem o texto;
- O sentido figurado que vai aparecendo, o entrelaçar dos processos de coesão e coerência;
- A aliteração e assonância, a personificação;
- As palavras bem selecionadas;
-etc. (veja as marcas no próprio texto).
A coerência está ligada ao conhecimento que o leitor tem acerca daquilo sobre o que lê. Então a situação comunicativa, a intencionalidade e as pistas que o autor vai deixando no decorrer do texto são elementos que ajudam a construir seu significado.
Observa-se que a trama do conto Festança na Floresta acontece, vai evoluindo de forma lógica (início – conflito – desfecho) garantindo a coerência do mesmo.
Revisamos os elementos linguísticos da coesão responsáveis pela textualidade: gramaticais, lexicais, pontuação, repetições, elipses...
Todos disseram ter gostado desta atividade e do desafio que é ler um texto desta forma com os alunos, mas que é importante e possível construírem essa competência.

Sugeri que lessem o fantástico material do PROFA/MEC 2000 – módulo azul, para enriquecerem ainda sobre este estudo.




INTRODUÇÃO: TP 6 “LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II”



Realizamos um estudo coletivo do texto “Argumentação e linguagem”, página 13 do TP 6, da autora Maria Luiza Monteiro Sales Coroa – Unidade 21.
O debate, de forma bastante participativa, girou em torno da seguinte fala da autora “...todos os seres humanos são, ao mesmo tempo, origem e produto da linguagem, origem e produto da história que nos leva a construir formas de comunicação e de atuação específicas.”
Para subsidiar a discussão prévia sobre o que é argumentar, foi exibido os vídeos “filtro solar” e clip da música “Epitáfio” dos Titãs (Youtube), quando todos fizeram colocações pertinentes sobre o assunto.
Em seguida, através de slide em powerpoint, estudamos a Seção 1 “A construção da argumentação”, cujo objetivo: identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos foi alcançado. Refletimos sobre o uso da língua e linguagem para atuação e ação do homem sobre o mundo e as coisas e a produção de resultados a partir dessas ações linguísticas.
Discutimos a diferença entre argumento e tese. Através da atividade 4 da página 20 – texto abaixo. Analisamos a busca do texto em convencer o leitor acerca de uma idéia principal. Os cuidados com alimentação contribuem para que o processo de envelhecimento transcorra sem sustos. A essa idéia chamamos tese do texto argumentativo.




Observamos que as maneira de organizar os argumentos para comprovar a tese são diferentes; realizamos então, coletivamente a atividade 5 - Texto: Em busca da longevidade de Dr. Ernesto Silva. Identificamos a tese, os argumentos usados para comprovar a validade dessa tese. Além disso, compararmos os textos das duas atividades 4 e 5 analisando a organização dos argumentos de cada um.

Em grupos, os cursistas realizaram o “Avançando na prática” da página 23. Definiram uma tese a ser defendida e argumentos que comprovassem a tese escolhida pelo grupo.
Perceberam na prática, após o estudo teórico, que dependendo da situação comunicativa, do objetivo do ato de linguagem, as formas de organizar a tese e os argumentos podem variar.
Após as apresentações dos trabalhos, reafirmamos que quando temos consciência de que nosso objetivo maior ao produzir um texto é fazer o leitor/ouvinte crer em alguma de nossas ideias, classificamos esse texto como argumentativo. Nesse texto, a idéia principal para a qual buscamos a adesão do leitor/ouvinte, o objetivo de convencimento do leitor/ouvinte, constitui a tese. Cada motivo ou razão que damos para comprovar a tese é chamado de argumento.




Para finalizar o dia de estudos assistimos aos vídeos: A persuasão – Youtube e Ler devia ser proibido – WMP. Os professores discutiram a qualidade das argumentações observadas como: coerentes, fortes, inteligentes, etc. fortalecendo o conceito de que argumentar também é firmar uma posição diante de um problema.



TRABALHO PESSOAL


Solicitamos o fechamento dos projetos e a conclusão das oficinas em sala de aula, atrasadas devido aos problemas já citados anteriormente.
FORMADORA ELAINE BEATRIZ - AÇAILÂNDIA - MARANHÃO

terça-feira, 20 de outubro de 2009

RELATO DE TRABALHO DA CURSISTA CELIDÔNIA

PROGRAMA DE APRENDIZAGEM ESCOLAR – GESTAR II
LÍNGUA PORTUGUESA - R
ELATÓRIO

Assunto: TP5 – Coerência e Coesão Textual
CE Maria Izabel Rodrigues Cafeteira
Açailândia - MA
Turma: 2º C - Matutino Ensino Médio
Dia: 07/10/2009
Cursista: Celidonia Germano de Oliveira


A partir de uma frase da capa de uma edição especial da revista Veja (set/2009): “A vida no lugar em que quatro horas de TV custam duas tartarugas”. Começamos um pequeno debate que foi esclarecido com a apresentação completa da capa, onde se destacava a palavra “Amazônia”.

Relacionando os sentidos construídos pela linguagem verbal e não verbal, observando os efeitos de sentido do texto como um todo. Analisou-se cada parte e como ela se articula na unidade textual.

Chegando ao conceito de coerência e coesão textual, onde houve bastante indagações a esse respeito. Muitos queriam entender melhor coesão para tornarem seus textos coerentes.

Distribuí para duplas previamente formadas, cópias do texto “Furnas”.
Analisaram cada parte, debateram para depois fazer o resumo das observações.
Apresentaram com entusiasmo. Foi um trabalho que exigiu muito esforço dos alunos, mas conseguiram realizá-lo superando todas as expectativas.






RELATO DE TRABALHO PELO CURSISTA RIBAMAR "PROJETO CARTAS"

Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar-GESTAR II
Disciplina: L. Portuguesa Formadora: Elaine Beatriz
Cursista: José Ribamar Santana da Cruz
Escola Estadual Lourenço Galletti.

Relatório da Aplicação da Aula.
Tema: Introdução do Projeto Cartas/filme: Narradores de Javé.

No dia 28 de setembro de 2009, foi aplicada a oficina sobre o filme Narradores de Javé, do curso de formação continuada GESTAR em Língua Portuguesa, nas turmas da 8ª séries “A,” “B” e “C” do Colégio Estadual Lourenço Antônio Gallette, na cidade de Açaiândia, no Estado do Maranhão. Tendo como foco as opiniões dos alunos em relação ao filme e suas verificações sobre os tipos e gêneros textuais vivenciados no filme. Onde aconteceu da seguinte forma:

Exibição do Filme/ Narradores de Javé;
A exibição do filme aconteceu no auditório do Colégio Estadual Lourenço Galletti, reuniram-se várias turmas da escola para assistir o filme, acompanhados de alguns professores, o mesmo foi exibido no telão.
Sinopse do Filme/Narradores de Javé.

O filme relata a história do povoado de Javé, que será submersa pelas águas de uma represa. E a única chance da
cidade não sucumbir, é se possuir um patrimônio histórico de valor científico. Os moradores de Javé se reunem e apontam as histórias que o povo conta como o único patimônio do povoado. Assim, decidem escrever um livro sobre as grandes histórias do Vale do Javé, mas poucos da cidade sabe ler e escrever. O mais esclarecido é o carteiro Antônio Bia, que se torna o resposável por reunir as histórias sobre a origem de Javé. A memória oral do povoado é ilustrada com muito humor e com ares bem nordestino.
http://imeviolao.googlepages.com/filme_narradores_jave.html

Interagindo com o Filme:
Neste item, fizemos algumas perguntas oralmente sobre o filme para os educandos e, eles respondiam também oralmente, dentre esses questionamentos, estavam os aspectos culturais explícitos no filme, qual era a idéia principal do autor, o que filme retratava. Em seguida quais eram os aspectos linguísticos do filme, tipos e gêneros textuais visíveis que aparecem no mesmo.

Professor José Ribamar/ Oficina do Projeto Cartas
Painel de Opiniões.

Na segunda etapa, os alunos reuniram-se em grupos, onde cada um escreveu num papel o que acharam de mais interessantes no filme, em seguida, escolheram a ideia mais viável para expor no painel de opiniões. Sendo que essas opiniões seriam utilizadas posteriormente na roda de conversa em sala de aula para a socialização das idéias.

Alunos da 8ª série A/escrevendo suas opiniões sobre o filme
Painel de Opiniões sobre o Filme/Narradores de Javé

Aluno da 8ª A/escolha opinião dos grupos para a Roda de Conversa.

Aluna da 8ª A/ escolha de opinião dos grupos para a Roda de Conversa

Roda de Conversa
Na Roda de conversa, os alunos tiveram a oportunidade de trocar suas ideias e questionamentos em relação ao filme que assistiram. Concordando ou não com as opiniões dos demais, assim fazendo suas colocações. Foi um discurso muito agradável, onde houve interação e participação de todos, os alunos expuseram suas idéias com clareza e objetividade.

Professor José Ribamar Direcionando a Roda de Conversa

Socialização da Roda de Conversa com os alunos
Produto Final da Oficina/ Produção textual- elaboração de uma carta pessoal.
No Produto final da oficina, nós fizemos um sorteio entre os alunos, onde, o aluno que tirasse o nome do seu colega de turma teria que escrever uma carta pessoal para ele, contando sobre o filme que assistiu. Isso sem ensinarmos a estrutura de uma carta pessoal, isto para fazermos um lavamento prévio da turma, buscando saber se eles, os alunos, fato já sabia escrever uma carta pessoal. Em seguida, nós lemos a carta que cada um escreveu, fazendo as anotações necessárias para trabalharmos logo em seguida a estrutura de uma carta pessoal, diante da atividade de elaboração da correspondência, foi confeccionada uma caixa correio, e a eleição de um carteiro da sala, para que esse fosse o carteiro das correspondências que os alunos escreveram.

Cartas escritas pelos alunos da 8ª A

Cartas escritas pelos alunos da 8ª A

Professor José Ribamar segurando a caixa Correio do amor e da amizade.

Caixa: Correio do Amor e da Amizade.

Alunos da 8ª A com a caixa: Correio do Amor e da Amizade.
Diante do exposto no Relatório, obtivemos vários pontos positivos, a cada oficina que aplicamos, os alunos amadurem ainda mais. Eles participam mais, são mais dinâmicos e criativos, sem falar na interação que acontece entre os mesmos. Os poucos pontos negativos que existem, são superados pelos positivos. Estamos nos preparando para a conclusão desse Projeto tão importante.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

RELATÓRIO VIII - OITAVO ENCONTRO - TP5

LEIA O RELATÓRIO ABAIXO















DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA



RELATÓRIO VIII – Oitavo Encontro

Assunto: TP5 ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 03/10/2009 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes



LEITURA COMPARTILHADA


1- “O gigolô das palavras” – Luís Fernando Veríssimo.
2- Relatório do professor cursista Hezequias.


Temos enfatizado para os cursistas que a leitura compartilhada é proposta para o início dos nossos trabalhos, ela é feita por mim, formadora. Esta mesma proposta pode ser levada para sala de aula e consiste em ler diferentes gêneros, de preferência literários, com finalidades diferenciadas, como: divertir, refletir, emocionar, aprender mais, contribuir para a ampliação cultural e até mesmo para o prazer de compartilhar uma história de qualidade com nossos educandos. É imprescindível identificar que ler e também ouvir bons textos, não tem idade.

Ficou claro que é bom dizer aos alunos porque o texto foi selecionado, comentar o assunto antes da leitura, perguntar e falar sobre o autor, ler com clareza, entusiasmo, pois isto viabiliza o envolvimento com a leitura. A leitura em voz alta precisa de preparação, leitura prévia e conhecimento detalhado do texto a ser lido. O ritmo, o tom de voz, a pronúncia das palavras, tudo isso é válido ser preparado com antecedência.


No texto “O Gigolô das palavras” percebemos que o autor reconhece a necessidade e a importância da gramática normativa, da norma culta, mas ela, não pode ser a determinante para representar a "língua", na sua totalidade. A língua é viva e desenvolve conforme os grupos sociais que fazem parte “das sociedades”. Ela não deve se prender a normas, pois não existe um modo certo ou errado de falar, o que existe são variações linguísticas que devem ser consideradas.
Em seguida o professor cursista Hezequias leu seu relatório, quando todos nós presentes, fizemos uma boa e breve revisão do encontro anterior.


RETOMADA TP5

- Mais uma vez socializamos as ações em classe sobre a aplicação do projeto cartas, considerando o curto espaço de tempo deste encontro e o anterior, não tivemos novas informações.
- Os cursitas apresentaram o resultado da Oficina 9 da Unidade 18, da pág. 253 a 255, do TP 5,realizada presencialmente no estudo anterior. O resultado foi muito bom:



















Comentaram de modo geral, a beleza da imagem,(página 255 do TP 5) a coerência da mesma levando em consideração a intencionalidade do texto e o gênero publicitário, pois usa as cores da bandeira, no texto verbal e também no texto não verbal, vinculando os investimentos da empresa a educação, tecnologias, soja, preservação ambiental, trabalha a emoção do leitor. Muito criativo o texto, porém incoerente em relação ao impacto da construção da hidrelétrica no ambiente, na região e comunidade, não mostra o “preço do progresso” e a relação entre benefícios e prejuízos ambientais e sociais.

Ainda comparam a análise do texto, a história do filme Narradores de Javé, a construção da rodovia Belém-Brasília e o asfalto em terras vicinais nesta região, onde as plantações de arroz dos pequenos agricultores foram substituídas pelas grandes fazendas de eucaliptos.

TP 5 - UNIDADE 19 COESÃO TEXTUAL e UNIDADE 20 RELAÇÕES LÓGICAS NO TEXTO


Realizamos o estudo coletivo de toda a unidade 19, através de slides em ppt., sobre a Coesão textual: as marcas da coesão, identificando elementos linguísticos responsáveis pela continuidade de sentidos em um texto; conceitos; coesão por justaposição; análise da falta de indicadores que conduzam o sentido do texto. Discutimos a atividade 1 “O tempo em Brasília”, da página 120, que nos leva a fazer uma leitura não linear, a importância das pistas visuais e pistas linguísticas para a compreensão ou interpretação do texto.
Destacamos que ao produzir um texto, não damos apenas informações, mas orientamos também sobre como essas informações devem ser organizadas no mundo textual que o interlocutor recria na sua compreensão.

Lemos e comentamos a atividade 3 “Governo do Amazonas anuncia criação de novas áreas de preservação”. Através dessa atividade ressaltamos o uso das expressões que retomam idéias e informações anteriores no texto, “a costura da textualidade” - a coesão textual. Por intermédio do texto “A pesca”, página 128 e o “O show”, pág. 129, debatemos o tema coesão por justaposição, esclarecendo que a coerência é um fator necessário à textualidade, mas a coesão não. Diferenciamos a coesão referencial da coesão sequencial, nomenclaturas novas para a maioria do nosso grupo de estudos. Aperfeiçoamos essas concepções através de análises de mecanismos de coesão referencial e sequencial nas atividades 8 da pág. 138 e atividade 12 da pág. 150 – no texto: Novo-cão.

Os professores realizaram em trios o Avançando na prática da página 130, utilizando os textos sugeridos no TP 5, Texto 1 “Combate ao tráfico de animais silvestres e o Texto 2 “em questão”, páginas 131 e 132, com a finalidade de explorar os elos de coesão ao tecer o texto. Nas apresentações dos grupos, perceberam e apontaram os mecanismos de coesão, como por exemplo: a retomada de substantivos por pronomes, substantivos e advérbios, reconheceram idéias expressas de diferentes maneiras.




















Tanto a coesão sequencial, como a referencial, também objeto desse estudo, mantêm estreitos laços de solidariedade com a coerência na construção da tessitura textual; por isso, a situação sócio-comunicativa e a contextualização não podem ser desconsideradas nestes fenômenos linguísticos.

Este estudo foi excepcional, revisando conteúdos tão importantes para a construção do texto como ampliando os conhecimentos de todo o grupo.
Posteriormente, cada cursista recebeu uma cópia xerox de dois modelos de “Mapas textuais”, socializamos e tiramos as dúvidas, com a finalidade de favorecer o desenvolvimento de procedimentos de estudo de textos expositivos e orientar a elaboração de registros de forma organizada. Orientamos que ler para estudar requer a ativação de conhecimentos já existentes sobre o assunto, o levantamento de hipóteses e procedimentos específicos, como: destacar e sintetizar as informações mais relevantes, sublinhar idéias chave, fazer esquemas e outros.

Encaminhamos a produção do mapa textual da unidade 20, por seção, em pequenos grupos – dupla ou trio. A proposta é realizar um estudo da unidade e que os professores socializem seus procedimentos de estudo, para que todos possam conhecê-los. A leitura dos mapas permitirá que as informações neles contidas contribuam para a aprendizagem coletiva. Nem todos os grupos conseguiram terminar esta atividade, estaremos socializando no próximo encontro dia 17/10/2009.


TRABALHO PESSOAL


1- Lição de casa 2, página 249, Avançando na prática/ da Unidade 18 ou 19 do TP5. “A atribuição da coerência e os mecanismos de coesão.”
2- Aplicação da Oficina 10, Unidade 20 da página 257 do TP 5.

VISITEM NOSSO BLOG: IDEIAS LETRADAS
http://gestar-ideias.blogspot.com


Formadora Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
Açailândia - Maranhào

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PARABÉNS PROFESSOR

QUERIDO/A COLEGA PROFESSOR/A!!!!

PARABÉNS PELO DIA 15/10;

PARABÉNS PELAS 800 HORAS E 200 DIAS LETIVOS MÍNIMOS EM SALA DEAULA, FAZENDO A EDUCAÇÃO ACONTECER;

PARABÉNS PELOS 365 DIAS DO ANO QUE VOCÊ NÃO DEIXA DE SER EDUCADOR.

ELAINE BEATRIZ