NOSSA BELÍSSIMA E INTELIGENTE FORMADORA
quinta-feira, 11 de março de 2010
AUTOAVALIAÇÃO
FORMADORA: ELAINE BEATRIZ ROCHA QUEIROZ GOMES
QUESTÃO PROPOSTA
Autoavaliação que contemple os tópicos meu empenho, minha participação, minha aprendizagem (meu conhecimento inicial > meu conhecimento atual). Essa autoavaliação é imprescindível no momento da apresentação.
MEU EMPENHO
Desde o início, no primeiro encontro de formação do Gestar II Língua Portuguesa me empenhei o máximo em realizar as atividades propostas e essencialmente em buscar através da pesquisa e estudos subsídios para potencializar as discussões, os materiais, os textos e outros para trabalhar com a turma de professores cursistas.
Elaborei e organizei slides, sessão cinema, leituras, palestra, textos, atividades, etc. a fim de enriquecer as ações em sala de estudo. Também acompanhei as turmas dos alunos nas respectivas salas de aula em seus municípios.
MINHA PARTICIPAÇÃO
Estive em todos os encontros de formação em São Luís, realizei a leitura de todos os TPs como também as atividades propostas pela formadora Caroline Rodrigues, além de construir o blog do curso, e-mail coletivo da turma de cursistas, orientação e acompanhamento para execução do projeto didático Cartas, portfólio escrito, construção do banner, painel de fotos dos cursistas, providências de equipamentos como datashow, notebook, caixa de som, espaço físico, até o cafezinho a fim de acolher bem o professor.
MINHA APRENDIZAGEM (CONHECIMENTO INICIAL E CONHECIMENTO ATUAL)
Já tinha experiência em trabalhar com formação de professores, como os PCNs em Ação, PROFA, Pró-letramento (do MEC) e PROFAP – Programa de Formação de Professores de 5ª a a8a série (SME de Açailândia), porém o Gestar II Língua Portuguesa foi muito especial. Aprendi bastante, principalmente em relação ao trabalho da disciplina de forma agradável, rica e prazerosa. As oficinas extremamente elaboradas, sempre com um tema em cada TP, vinculado ao assunto da unidade e bem casado com o objetivo favoreceu significativamente para ampliar minha percepção da prática educacional referente a interdisciplinaridade.
O Gestar II proporcionou para mim várias reflexões e muitos desafios em relação ao papel do professor de Língua Portuguesa a partir de minhas vivências e das experiências individuais dos meus colegas professores cursistas.
Analisando os resultados obtidos no presente curso, chego à conclusão:
- Que é preciso cada vez mais discutir o ensino da leitura e da escrita como atividades permanentes para todas áreas do conhecimento e disciplinas escolares e que todos da escola assumam o papel de mediadores desses dois aspectos.
- A motivação, participação, contribuição dos cursistas motivaram os encontros, estudos de todos, criando um clima de confiança, parceria, numa relação que facilitou as aprendizagens dos conteúdos do Gestar e isto é possível comprovar na manifestação das atividades realizadas com os alunos em cada escola e portfólios dos cursistas.
- Que a postura da formadora Caroline Rodrigues em ouvir, direcionar discussões, sistematizar os conhecimentos, dar suporte com materiais, dicas, incentivou e contribuiu para cada formador dar continuidade na sua construção autônoma de fazer acontecer a formação continuada que ficou responsável.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
RELATÓRIO XIV - DÉCIMO QUARTO ENCONTRO
Assunto: TP2 ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
LEITURAS COMPARTILHADAS
Compartilhamos os textos: “Desejos” – poema de Carlos Drummond de Andrade em slides PowerPoint ilustrado e o vídeo “Amor prá recomeçar” - música de Frejat do Barão Vermelho. Os professores comentaram os textos falando sobre o diálogo existente entre os dois textos e as imagens vinculadas aos mesmos.
ESTUDO DO TP2
Realizamos uma “Roda de Leitura e Discussão” coletiva envolvendo a resolução das atividades propostas referente toda a unidade 5, o que possibilitou a ampliação sobre as três formas de conceber a gramática e como utilizá-las adequadamente em sala de aula.
Vimos a gramática, num primeiro sentido, como conjunto dos recursos lingüísticos que o falante aciona, mesmo inconscientemente, ao fazer uso da língua. Essa gramática, chamada implícita,internalizada ou interna, vai sendo adquirida pelo falante no contato com outros falantes de seu ambiente e terá, portanto, as marcas dialetais desses(s) grupo(s).
Através da atividade 4, página 19 do TP2, foi possível observarmos a escrita do texto produzido pelo carroceiro Joel, as diversas vozes da propaganda apresentada, as marcas ortográficas do locutor e as diferentes linguagens utilizadas como exemplo de estudo da denominação gramática descritiva. Esta procura descrever regras da língua e buscar razões para esses usos, sem a preocupação de rotular os empregos em “certos” e “errados”.
Lemos o fragmento do texto que apresenta o diálogo entre Pluft e Maribel, que possibilitou os educadores a pensarem sobre o ensino produtivo, na leitura expressiva ou dramatizada do texto, ou a criação de outro diálogo em que as pessoas se apresentam numa situação constrangedora e como ensino descritivo/reflexivo, a exploração das características da linguagem oral: repetições, uso de interjeições e a própria sequencia do diálogo.
Realizamos as atividades 7 e 8 que envolvem os textos “A tinta de escrever”de Millôr Fernandes e “Osarta” de Lygia Bojunga que viabilizaram excelentes comentários a respeito dos objetivos do ensino de Língua Portuguesa e de como levar o aluno a desenvolver competências para o uso da língua nas mais diferenciadas situações sociais, na modalidade escrita e da norma culta, não desconsiderando que ler e escrever são conteúdos procedimentais.
Fechamos esta unidade enfatizando o “Resumindo” da página 32 que afirma:
Nesta unidade, procuramos enfatizar o lugar, no projeto de ensino-aprendizagem da língua, de três concepções de gramática: a interna, a descritiva e a normativa. Procuramos mostrar que não se pode usar uma língua sem usar a sua gramática. Nesse sentido, é importante frisar que a gramática interna, ou implícita, ou internalizada, é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, mesmo que não perceba esse uso e mesmo que jamais tenha estudado. É fundamental o professor perceber que essa gramática se amplia sempre, e que desenvolvê-la é desenvolver a própria competência lingüística do aluno. Quanto mais ele for exposto a textos diferentes e convidado a produzir textos diferentes, mais sua gramática implícita estará sendo ampliada. A gramática descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar. Exige um trabalho de reflexão mais sistemático sobre os fatos da língua. No caso da escola, ela deve possibilitar essa reflexão do aluno, desde que voltada para os recursos lingüísticos de sua gramática interna, de uso. É importante salientar que a gramática descritiva não está pronta. Sua preocupação com o estudo da língua em todos os dialetos, modalidades e registros é relativamente recente. A gramática normativa, também descritiva e teórica como a anterior, tem o interesse secular voltado para as regras da norma culta, privilegiando ainda a modalidade escrita e a linguagem literária, o que restringe suas reais possibilidades de instaurar-se, como sempre fez, como centro dos estudos lingüísticos na escola. Hoje, seu papel deve ser reduzido no ensino escolar: tem lugar quando o objetivo é o desenvolvimento da capacidade do aluno para usar a língua em situações de formalidade, que exigem a língua padrão.
ATIVIDADES EM GRUPOS
A turma foi dividida em três grupos. Cada grupo ficou responsável para apresentar o conteúdo das três seções de uma unidade (unidades 6, 7 e 8), contemplando os temas, objetivos, selecionando atividades que fortaleçam o entendimento do assunto abordado, uma oficina do AAA do professor vinculada a unidade, escolhendo a metodologia que o grupo considerar adequada.
O trabalho foi extremamente produtivo, todos participaram efetivamente, atingindo os objetivos estabelecidos.
GRUPO 1
O grupo 1 trabalhou com a conceituação e identificação da “frase”, estabelecendo diferenças entre frase, oração e período e a organização dos mesmos em um texto. Utilizaram o texto “Parceria”, as atividades 1, 2, 4, 5, 6, 11. Efetivaram a oficina do AAA2 – Aula 6 “Escrevendo a partir da observação de imagem”, página 69 a 71. Esta oficina, na prática, alcançou os objetivos esperados: Produzir texto a partir de imagem; Perceber possibilidades de organização dos períodos no texto produzido; Alterar sequencia de ideias em texto produzido em classe.
GRUPO 2
Os componentes do grupo 2, abordaram a unidade 7, mostrando que a arte é uma forma de conhecimento que está muito relacionada com o nosso cotidiano, embora nem sempre nos demos conta disso. As manifestações artísticas têm cada vez mais interseções, criando formas híbridas de arte. O grupo destacou também as principais características da arte: a fantasia, a interpretação da realidade, a conotação e a paixão pela forma e que por meio da fantasia e do jogo, a arte é um convite à (re)interpretação do mundo. Ao procurar expressar-se, o artista convida o próprio leitor a desvendar o mundo.
O grupo levou os colegas a discutirem o papel e as características da linguagem da arte, a arte literária, a arte da palavra, a linguagem figurada e outros aspectos através das atividades 1, 2, 3, 5, 7, 8 realizadas de forma oral e coletivamente.
“Recriação de quadro de Portinari”, foi a oficina preparada pelo grupo, cujos objetivos são: Conhecer versão de obras de pintores famosos e Recriar obra de pintor famoso. O grupo falou sobre os artistas (Almeida Júnior, Leonardo da Vinci, Cândido Portinari e Maurício de Sousa) exemplificaram e exploraram/leram a obra de cada um. Os colegas observaram a criação de Maurício de Sousa, uma nova versão (paródia da imagem) de Almeida Júnior “Picando fumo” e de Leonardo da Vinci “Mona Lisa” com os personagens Chico Bento e Mônica respectivamente. Ainda recriaram o “Mestiço”, obra do pintor brasileiro Cândido Portinari.
GRUPO 3
Os professores deste grupo trabalharam a Unidade 8 – Linguagem Figurada, Seção 1, 2 e 3 , “A expressividade da linguagem cotidiana”, “Figuras e linguagem literária” e “Elementos sonoros e sintáticos da expressividade” direcionando as ações para seus respectivos objetivos: identificar figuras na linguagem cotidiana, identificar as várias possibilidades de linguagem figurada no texto literário e identificar figuras do nível sonoro e sintático no texto.
Utilizaram o PowerPoint a fim de vincular os slides com os assuntos/conteúdos da unidade 8 do TP2. Através da “dinâmica da caixa” distribuíram vários textos para os colegas, que liam e identificavam a figura de linguagem (comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, antítese, ironia, aliteração e onomatopéia) evidente em cada um, o que gerou muita discussão e aprendizagem envolvendo todos os cursistas. Fizeram a atividade 6 e 7 da página 117 a 119, fazendo a leitura em forma de jogral e propondo os questionamentos para a turma que participou com entusiasmo.
CONCLUSÃO
Encerramos os estudos de todos os TPs do Gestar II Língua Portuguesa, com a convicção de um trabalho realizado com muita qualidade, considerando a excelência do material, a competência da minha formadora Caroline Rodrigues, o interesse e participação efetiva de cada colega professor cursista que foi vitorioso chegando ao final deste curso diante de tantas outras atividades em suas vidas. Não deixando de mencionar a parceria Estado-URE/Município-SME local, para o bom funcionamento das nossas ações.
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
RELATÓRIO XIII - DÉCIMO TERCEIRO ENCONTRO
RELATÓRIO XIII – Décimo Terceiro Encontro
Assunto: TP1 LINGUAGEM E CULTURA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
ATIVIDADES REALIZADAS
LEITURAS COMPARTILHADAS
Começamos o dia com bastante entusiasmo, considerando o feliz descanso das férias. Para retomar o fôlego compartilhamos o texto “A arte brasileira sacudida numa Semana”, da Revista Mundo Jovem – outubro/2009, pág.10, de Tânia Bian, que além de discutir o tema envolvendo a cultura e arte brasileira, traz sugestão de filme sobre o assunto, para ser trabalhado com alunos e outras atividades. Compartilhamos ainda o texto “Resista, um pouco mais” do Cform/UNB como incentivo para os que permaneceram até este momento final do curso.
Socializamos o “Painel com Criatividade” com os textos produzidos pelos cursistas considerando o planejamento, escolhas do tipo de texto, gênero, reescrita, edição,etc.
ESTUDO DO TP1 UNIDADE 3 E 4
Discutimos “O texto como centro das experiências no ensino da língua” de Maria Antonieta Antunes Cunha que destaca: que o ensino-aprendizagem apoiado no texto é atualmente quase um consenso nos estudos de linguagem, a ampliação da concepção sobre texto e como também se modificou significamente o entendimento sobre os elementos a se enfatizarem no trabalho com textos.
Fotografia de Sebastião Salgado
Evidenciamos “que em função das quase infinitas situações de interação, os textos são também muito variados. Cada um deles é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu autor. Essas condições abarcam não somente seu conhecimento, suas emoções, expectativas e aptidões, como todo o contexto em que produz determinado texto: o interlucutor, a relação entre e eles, o momento vivido” (pág.114 do TP1). Através da atividade 12 – pág.115 e 116, foi possível perceber a intenção da propaganda em influenciar o comportamento do interlocutor, o objetivo de leitura e importância dos conhecimentos prévios do leitor para a realização da leitura desse texto. Sublinhamos que o pacto de leitura é um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto: um, a partir dos recursos usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e de seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido.
Iniciamos nossos estudos com a leitura do texto “A intertextualidade”de Maria Antonieta Antunes Cunha retomando o conceito de intertextualidade como diálogo que cada texto faz com muitos outros, antigos ou contemporâneos, de forma que nenhum texto emerge, absolutamente original, nas nossas interações.
Realizamos várias oficinas como: a atividade 4 “A raposa e as uvas”Millôr Fernandes, pág. 138, a atividade 6 “O patinho realmente feio” de Jon Sciezka, pág. 141, a atividade 7 e a 8 identificando os traços da intertextualidade e entendendo os processos intertextuais que envolvem o texto inteiro: paráfrase, paródia, pastiche. Discutimos os processos intertextuais pontuais, que retomam um ou alguns elementos do texto: citação, epígrafe, referência e alusão. A fim de compreender “o ponto de vista” nas interações humanas, lemos o assunto na página 145 e 146 e realizamos a atividade 10 referente ao texto charge de Quino da pág. 147. É possível observar no texto como o autor mostra reações variadas, pontos de vista diferentes com relação a uma cena. Veja você também:
O ponto de vista é o lugar ou o ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela simplesmente as posições do locutor: pode ser usado para criar posições e emoções no interlocutor. Daí a importância de sua análise, quando estamos interpretando e avaliando as situações de comunicação. O trabalho com esses dois assuntos é fundamental, no sentido de tornar nossos olhos e ouvidos mais sensíveis e mais críticos com relação à própria vida.
Para finalizar o estudo deste TP, apresentamos vários outros textos inspirados na “Canção de exílio” de Gonçalves Dias e na tela “Mona Lisa” de Da Vinci. Alguns exemplos abaixo:
Fizemos a leitura de outros exemplos de intertextualidade como o poema “Meus oito anos” de Casimiro de Abreu, tela “o almoço na relva”, as várias (re)leituras da tela “Baco”de Caravaggio e outros.
Os professores amaram o TP1 pela forma eficiente como discute conceitos como variação linguística, texto, intertextualidade, gramática, etc., como apresenta/direciona o conteúdo para ser levado para os discentes em sala de aula. Principalmente gostaram de como as atividades estão bem elaboradas subsidiando cada educador na sua reflexão, ação, avaliação e consequentemente no propósito particular de mudanças na prática cotidiana da sala de aula.
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
domingo, 3 de janeiro de 2010
ATÉ DIA 4 e 5 DE FEVEREIRO
RELATÓRIO XII _ DÈCIMO SEGUNDO ENCONTRO
RELATÓRIO XII – Décimo Segundo Encontro
Assunto: TP1 LINGUAGEM E CULTURA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 11/dezembro/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
AÇÕES DO DIA
RETOMADA
Leitura dos textos produzidos pelos cursistas, atividade proposta no TP6, observando e comentando o planejamento da escrita, estratégias, socialização da escrita e exposição
ESTUDOS - TP1 UNIDADE 1
Levantamento dos conhecimentos prévios sobre linguagem, língua, cultura, dialetos, idioleto (este último termo considerado novo por quase todos). Momento em que participaram, um complementando os conceitos formulados pelos outros.
Realizamos uma roda de leitura, utilizando o TP1, promovendo discussões, debates e reflexões a respeito dos temas propostos na Unidade 1 – As Inter-relações entre Língua e Cultura; Os dialetos do Português; Os registros do Português.
Iniciamos com a leitura do texto “Variantes linguísticas: dialetos e registros” de Maria Antonieta Cunha destacando a concepção abordada referente a linguagem não como apenas uma forma simples de comunicação em que se valorizava sobretudo o locutor/emissor, mas como interação na qual os sujeitos envolvidos realizam uma ação de mão dupla, um influindo sobre o outro, em função do lugar que o ocupam nessa interação e que é a partir das condições sociais e históricas se dá cada interação, definindo modos diferentes de uso da língua.
Discutimos: o entendimento de língua – como a melhor expressão da cultura e como forte elemento de sua transformação, além do seu caráter dinâmico da cultura; as várias línguas do nosso país como o tupi-guarani, pataxó, desta região maranhense e outros; cultura – como todo fazer humano que passa de geração a geração; conjunto de formas de fazer, pensar e sentir de uma pessoa ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo. Ainda comentamos sobre os conflitos entre gerações, os valores pessoais de cada época, tomando vários exemplos além dos abordados nos textos do TP1.
Identificamos os principais dialetos do Português, como: o etário, o geográfico ou regional, de gênero, o social popular e culto, o profissional e respectivos exemplos, enfatizando que nenhum é melhor do que o outro, cada um cumpre suas funções comunicativas, no âmbito em que é usado. Diferenciamos dialetos de idioleto. Este último é o conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo, como resultante do cruzamento dos vários dialetos que constituem a sua fala.
Em seguida debatemos sobre os principais registros do Português, considerando que neste TP1, registro significa cada uso individual e momentâneo da língua, vimos o que caracteriza cada um dos registros: o formal e o informal, a forma de apresentação oral e escrita da língua revisou nossas concepções entre certo e errado passando a discussão para o campo do adequado e inadequado.
Finalizamos esta etapa, fazendo uma autoavaliação das nossas ações como professores de Língua Portuguesa que precisam ser melhoradas, a fim de levarmos nossos alunos a desenvolverem de forma mais competente as habilidades da língua concernentes ao ler, escrever, ouvir e falar, estudantes mais competentes para a leitura e produção de textos.
EXIBIÇÃO DO FILME “LÍNGUA: ALÉM MAR”
Legenda Países ou territórios com o português como língua materna e/ou língua oficial
Foi exibido o vídeo Língua [Além mar] da TV Escola, com o objetivo de mostrar a influência da cultura e da língua portuguesa nos países colonizados por |Portugal. Falamos sobre as peculiaridades do dialeto dos países abordados, a cultura local e o uso de palavras estrangeiras no cotidiano de diferentes países da África, Ásia e o Brasil; a produção, leitura, análise e reflexão sobre linguagens apresentadas pelos cantores, rappers, escritores e outros.
O vídeo apresenta também como a busca dos portugueses pelas Índias resultou no multiculturalismo, em especial na Ásia. A língua portuguesa se tornou a língua da maioria dessas populações, pois o colonizador predominou sobre a língua local dessas populações. Finalizamos retomando os conceitos discutidos no TP1 e a importância do acordo ortográfico dos países que falam a língua portuguesa a fim de padronizar a escrita.
Fonte do recurso: Ministério da Educação, Portal Domínio Público
Endereço http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=51268
ESTUDOS TP1 - UNIDADE 2
Nesta unidade focalizamos os estudos sobre a norma culta, a linguagem literária e as modalidades da língua: oral e escrita. Destacando que:
- A norma culta é um dos dialetos definidos por critérios socioculturais, é escolhida como norma-padrão, utilizada em documentos, principalmente os oficiais, em grande parte da literatura, dos escritos e falas da imprensa. Sua grande característica é a correção pautada na gramática normativa. Deve ser bem trabalhada na escola, como o dialeto que o aluno deve ir aos poucos dominando, por ser o mais adequado a certas situações de comunicação
- No texto literário o autor pode fazer uso da norma culta ou o dialeto popular, o registro mais formal ao mais informal, dependendo de suas intenções, do assunto, do ambiente e dos personagens retratados.
- Tanto a modalidade da língua oral quanto a escrita são importantes, pois ambas apresentam possibilidades de uso formal ou informal. Devem ser trabalhadas na escola tanto do ponto de vista da locução quanto da interlocução.Ouvir, falar, ler e escrever, consideradas as habilidades básicas da língua, devem ser atividades constantes na sala de aula.É fundamental ofertar aos docentes textos diversificados e bons, orais e escritos, produzidos com objetivos e em situações diferentes, literários e não literários. Os textos dos alunos podem ser utilizados como material de estudo.
OFICINA: CHICO BENTO - O ORADOR DA TURMA
Num primeiro momento fizemos a leitura silenciosa da história em quadrinhos “Chico Bento – O orador da turma”, num segundo a leitura dramatizada pelos cursistas. Em seguida, compartilhamos as respostas das questões propostas quando discutimos:
- Os problemas da realidade educacional brasileira, questões de estrutura, funcionamento, falta de compromisso dos políticos e até da comunidade escolar, inadequação das escolas - sem quadras, bibliotecas, estrutura curricular adequada etc. evidenciados na narrativa, “(...im nossa iscola caindo aos pedaço...”);
- A presença de variedades linguísticas, identificando e destacando as situações e as falas no texto. Variedade prestigiada: Crianças! Antes de saírem, tenho uma coisa muito importante para dizer. Variedade estigmatizada: Opa! Discurpa fessora!;
- A linguagem utilizada por Chico Bento ao longo da narrativa possibilitou a reflexão sobre a visão do professor do que está “certo” ou “errado” e “adequado” ou inadequado” para os diferentes momentos de comunicação (o início do discurso do Chico e a forma dele se expressar);
- A linguagem utilizada por Chico não é adequada para o evento organizado pela escola. No início da leitura ele faz uso da norma padrão: “Sinhoras e sinhores... Ilustríssimos...Excelentíssimo Perfeito” na fala predomina a norma popular “Peraí, fessora, um minutinho só...É com muita honra que recebemo tão achatada figura em nossa escola caindo aos pedaço...discurpa...mais si oceis zoiá bem...é vredade..etc.”
- Na quarta parte da história, o personagem principal pede desculpas pelos “erros de português”, pois ele sabe que o próprio discurso não é formal como o que a professora havia preparado e inadequado conforme a situação de formalidade do evento.
Os cursistas amaram o texto/HQS e a atividade proposta. Assim que retornamos o ano letivo de 2010, esta oficina será levada para sala de aula e serão trabalhados os modos de escrever e falar dos alunos, retomando ao texto já comentado “Nóis mudemo”.
ENCAMINHAMENTOS
- Estudar no período de férias o TP1, em especial as duas últimas unidades que ainda não discutimos - Unidade 3 “O texto como centro das experiências no ensino da língua” e Unidade 4 “A intertextualidade”.
Realizar as leituras dos livros sugeridos e comentários.
Entregar os portfólios na Unidade Regional de Educação até dia 23 de dezembro de 2009.
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
RELATÓRIO XI - DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO
DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA
RELATÓRIO XI – Décimo Primeiro Encontro
Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 04/dezembro/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
ESTUDOS
Iniciamos o dia realizando a leitura compartilhada “Produção textual: planejamento e escrita” de Silviane Bonaccorsi Barbato – Unidade 22 do TP6, página 73 e 74, com a participação dos professores para realização de comentários. Deram ênfase ao aspecto da produção de um texto, seu ponto de partida, e de monitoração da escrita, a definição dos elementos da situação sócio-comunicativa, o estabelecimento do objetivo de escrita, considerando os leitores possíveis (interlocutores ou audiência), a função, o tema, o gênero, o nível de linguagem, o suporte (ou portador) do texto. O debate e exemplos sobre o planejamento da prática da leitura e escrita foi extremamente rico, citaram as redações do ENEM, as produções textuais (negativas e positivas) solicitadas por professores há um tempo e ainda hoje, etc.
Em PowerPoint estudamos “O Planejamento” (Unidade 22 – Seção 1), o objetivo, conteúdo teórico, etapas do planejamento, funções da linguagem, realizamos na prática a atividade 1 (pág.
Para encerrar esta seção foi proposta a produção de textos, de forma criativa e planejada conforme estudo, para exposição no painel a ser construído “Café com Criatividade”.
Posteriormente, os cursistas em duplas, apresentaram em PowerPoint, (slides produzidos por eles na tarde do encontro anterior) notebook e data-show os demais temas da Unidade 22, 23 e 24, contemplando sempre o assunto, objetivo, síntese do conteúdo e uma atividade prática. Este trabalho foi muito bom considerando que os cursistas tiveram oportunidade de exercitarem o planejamento do estudo vinculando teoria e prática, além de fazerem uso dos recursos tecnológicos tão necessários
Na oportunidade, discutimos que os recursos didáticos são meios próprios utilizados para ensinar, subsidiar os trabalhos no ambiente educacional. Os recursos didáticos dão suporte ao trabalho do professor para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, mas o papel do educador em atuar como um bom mediador é fundamental em relação a utilização dos citados recursos. Esses, devem ser utilizados no dia a dia da escola com o objetivo de enriquecer as aulas, introduzir ou revisar conteúdos, passar filmes e/ou músicas, dentre outras ações; enfim atender ao planejamento dos educadores.
No momento atual, em um novo cenário educativo, a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TICs) traz uma enorme contribuição e novas possibilidades para a prática escolar. Destacamos o uso de computadores ligados a Internet, o uso de e-mails, blogs e os Objetos de Aprendizagem Virtuais, recursos que podem ser usados para dar suporte ao aprendizado nas diversas áreas.
O dia de estudos foi muito produtivo e a qualidade dos trabalhos apresentados foram satisfatórios.
ENCAMINHAMENTO
Produção de texto individual pelo cursista, visando à reflexão sobre o próprio processo de planejamento de escrita relacionando-o com o objetivo de sua atividade de escrita e situação sócio-comunicativa: escrever um texto, gênero à escolha, a fim de socializar com a turma e compartilhar em nosso “Painel: CAFÉ COM CRIATIVIDADE”.
IMAGENS DO DIA

