domingo, 28 de fevereiro de 2010

RELATÓRIO XIV - DÉCIMO QUARTO ENCONTRO

RELATÓRIO XIV – Décimo Quarto Encontro


Assunto: TP2 ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única Município: Açailândia – MA Encontro: 10/fevereiro/2010 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

LEITURAS COMPARTILHADAS


Compartilhamos os textos: “Desejos” – poema de Carlos Drummond de Andrade em slides PowerPoint ilustrado e o vídeo “Amor prá recomeçar” - música de Frejat do Barão Vermelho. Os professores comentaram os textos falando sobre o diálogo existente entre os dois textos e as imagens vinculadas aos mesmos.

ESTUDO DO TP2




Realizamos uma “Roda de Leitura e Discussão” coletiva envolvendo a resolução das atividades propostas referente toda a unidade 5, o que possibilitou a ampliação sobre as três formas de conceber a gramática e como utilizá-las adequadamente em sala de aula.
Vimos a gramática, num primeiro sentido, como conjunto dos recursos lingüísticos que o falante aciona, mesmo inconscientemente, ao fazer uso da língua. Essa gramática, chamada implícita,internalizada ou interna, vai sendo adquirida pelo falante no contato com outros falantes de seu ambiente e terá, portanto, as marcas dialetais desses(s) grupo(s).
Através da atividade 4, página 19 do TP2, foi possível observarmos a escrita do texto produzido pelo carroceiro Joel, as diversas vozes da propaganda apresentada, as marcas ortográficas do locutor e as diferentes linguagens utilizadas como exemplo de estudo da denominação gramática descritiva. Esta procura descrever regras da língua e buscar razões para esses usos, sem a preocupação de rotular os empregos em “certos” e “errados”.
Lemos o fragmento do texto que apresenta o diálogo entre Pluft e Maribel, que possibilitou os educadores a pensarem sobre o ensino produtivo, na leitura expressiva ou dramatizada do texto, ou a criação de outro diálogo em que as pessoas se apresentam numa situação constrangedora e como ensino descritivo/reflexivo, a exploração das características da linguagem oral: repetições, uso de interjeições e a própria sequencia do diálogo.
Realizamos as atividades 7 e 8 que envolvem os textos “A tinta de escrever”de Millôr Fernandes e “Osarta” de Lygia Bojunga que viabilizaram excelentes comentários a respeito dos objetivos do ensino de Língua Portuguesa e de como levar o aluno a desenvolver competências para o uso da língua nas mais diferenciadas situações sociais, na modalidade escrita e da norma culta, não desconsiderando que ler e escrever são conteúdos procedimentais.
Fechamos esta unidade enfatizando o “Resumindo” da página 32 que afirma:
Nesta unidade, procuramos enfatizar o lugar, no projeto de ensino-aprendizagem da língua, de três concepções de gramática: a interna, a descritiva e a normativa. Procuramos mostrar que não se pode usar uma língua sem usar a sua gramática. Nesse sentido, é importante frisar que a gramática interna, ou implícita, ou internalizada, é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, mesmo que não perceba esse uso e mesmo que jamais tenha estudado. É fundamental o professor perceber que essa gramática se amplia sempre, e que desenvolvê-la é desenvolver a própria competência lingüística do aluno. Quanto mais ele for exposto a textos diferentes e convidado a produzir textos diferentes, mais sua gramática implícita estará sendo ampliada. A gramática descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar. Exige um trabalho de reflexão mais sistemático sobre os fatos da língua. No caso da escola, ela deve possibilitar essa reflexão do aluno, desde que voltada para os recursos lingüísticos de sua gramática interna, de uso. É importante salientar que a gramática descritiva não está pronta. Sua preocupação com o estudo da língua em todos os dialetos, modalidades e registros é relativamente recente. A gramática normativa, também descritiva e teórica como a anterior, tem o interesse secular voltado para as regras da norma culta, privilegiando ainda a modalidade escrita e a linguagem literária, o que restringe suas reais possibilidades de instaurar-se, como sempre fez, como centro dos estudos lingüísticos na escola. Hoje, seu papel deve ser reduzido no ensino escolar: tem lugar quando o objetivo é o desenvolvimento da capacidade do aluno para usar a língua em situações de formalidade, que exigem a língua padrão.

ATIVIDADES EM GRUPOS

A turma foi dividida em três grupos. Cada grupo ficou responsável para apresentar o conteúdo das três seções de uma unidade (unidades 6, 7 e 8), contemplando os temas, objetivos, selecionando atividades que fortaleçam o entendimento do assunto abordado, uma oficina do AAA do professor vinculada a unidade, escolhendo a metodologia que o grupo considerar adequada.
O trabalho foi extremamente produtivo, todos participaram efetivamente, atingindo os objetivos estabelecidos.

GRUPO 1

O grupo 1 trabalhou com a conceituação e identificação da “frase”, estabelecendo diferenças entre frase, oração e período e a organização dos mesmos em um texto. Utilizaram o texto “Parceria”, as atividades 1, 2, 4, 5, 6, 11. Efetivaram a oficina do AAA2 – Aula 6 “Escrevendo a partir da observação de imagem”, página 69 a 71. Esta oficina, na prática, alcançou os objetivos esperados: Produzir texto a partir de imagem; Perceber possibilidades de organização dos períodos no texto produzido; Alterar sequencia de ideias em texto produzido em classe.
Dhayane, Roseny, Aline e Edileuza.

GRUPO 2

Os componentes do grupo 2, abordaram a unidade 7, mostrando que a arte é uma forma de conhecimento que está muito relacionada com o nosso cotidiano, embora nem sempre nos demos conta disso. As manifestações artísticas têm cada vez mais interseções, criando formas híbridas de arte. O grupo destacou também as principais características da arte: a fantasia, a interpretação da realidade, a conotação e a paixão pela forma e que por meio da fantasia e do jogo, a arte é um convite à (re)interpretação do mundo. Ao procurar expressar-se, o artista convida o próprio leitor a desvendar o mundo.

Dernete, Celidônia, Clean, Rúbia e Hezequias


O grupo levou os colegas a discutirem o papel e as características da linguagem da arte, a arte literária, a arte da palavra, a linguagem figurada e outros aspectos através das atividades 1, 2, 3, 5, 7, 8 realizadas de forma oral e coletivamente.

“Recriação de quadro de Portinari”, foi a oficina preparada pelo grupo, cujos objetivos são: Conhecer versão de obras de pintores famosos e Recriar obra de pintor famoso. O grupo falou sobre os artistas (Almeida Júnior, Leonardo da Vinci, Cândido Portinari e Maurício de Sousa) exemplificaram e exploraram/leram a obra de cada um. Os colegas observaram a criação de Maurício de Sousa, uma nova versão (paródia da imagem) de Almeida Júnior “Picando fumo” e de Leonardo da Vinci “Mona Lisa” com os personagens Chico Bento e Mônica respectivamente. Ainda recriaram o “Mestiço”, obra do pintor brasileiro Cândido Portinari.

GRUPO 3

Os professores deste grupo trabalharam a Unidade 8 – Linguagem Figurada, Seção 1, 2 e 3 , “A expressividade da linguagem cotidiana”, “Figuras e linguagem literária” e “Elementos sonoros e sintáticos da expressividade” direcionando as ações para seus respectivos objetivos: identificar figuras na linguagem cotidiana, identificar as várias possibilidades de linguagem figurada no texto literário e identificar figuras do nível sonoro e sintático no texto.
Utilizaram o PowerPoint a fim de vincular os slides com os assuntos/conteúdos da unidade 8 do TP2. Através da “dinâmica da caixa” distribuíram vários textos para os colegas, que liam e identificavam a figura de linguagem (comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, antítese, ironia, aliteração e onomatopéia) evidente em cada um, o que gerou muita discussão e aprendizagem envolvendo todos os cursistas. Fizeram a atividade 6 e 7 da página 117 a 119, fazendo a leitura em forma de jogral e propondo os questionamentos para a turma que participou com entusiasmo.

Eulália, Ribamar, Assis, Socorro e Josenilda – Apresentação da Unidade 8



Apresentação do “Jogral”


CONCLUSÃO

Encerramos os estudos de todos os TPs do Gestar II Língua Portuguesa, com a convicção de um trabalho realizado com muita qualidade, considerando a excelência do material, a competência da minha formadora Caroline Rodrigues, o interesse e participação efetiva de cada colega professor cursista que foi vitorioso chegando ao final deste curso diante de tantas outras atividades em suas vidas. Não deixando de mencionar a parceria Estado-URE/Município-SME local, para o bom funcionamento das nossas ações.

Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes



RELATÓRIO XIII - DÉCIMO TERCEIRO ENCONTRO


RELATÓRIO XIII – Décimo Terceiro Encontro

Assunto: TP1 LINGUAGEM E CULTURA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: únicaMunicípio: Açailândia – MAEncontro: 09/fevereiro/2010 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

ATIVIDADES REALIZADAS


LEITURAS COMPARTILHADAS



Começamos o dia com bastante entusiasmo, considerando o feliz descanso das férias. Para retomar o fôlego compartilhamos o texto “A arte brasileira sacudida numa Semana”, da Revista Mundo Jovem – outubro/2009, pág.10, de Tânia Bian, que além de discutir o tema envolvendo a cultura e arte brasileira, traz sugestão de filme sobre o assunto, para ser trabalhado com alunos e outras atividades. Compartilhamos ainda o texto “Resista, um pouco mais” do Cform/UNB como incentivo para os que permaneceram até este momento final do curso.

Socializamos o “Painel com Criatividade” com os textos produzidos pelos cursistas considerando o planejamento, escolhas do tipo de texto, gênero, reescrita, edição,etc.


ESTUDO DO TP1 UNIDADE 3 E 4

Discutimos “O texto como centro das experiências no ensino da língua” de Maria Antonieta Antunes Cunha que destaca: que o ensino-aprendizagem apoiado no texto é atualmente quase um consenso nos estudos de linguagem, a ampliação da concepção sobre texto e como também se modificou significamente o entendimento sobre os elementos a se enfatizarem no trabalho com textos.





Trabalhamos a unidade 3 do TP1, focalizando os temas e objetivos de cada seção. Levantamos os conhecimentos prévios dos cursistas sobre o que é texto e o que é ler. Todos participaram enriquecendo esse momento inicial. O estudo em slides PowerPoint, apresentado em data show, foi concluído com prazer ficando claro que todas as nossas interações se processam por meio de textos; que independente da extensão, texto é toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação, que aparecem nas mais diversas linguagens, verbais e não verbais, oral ou escrito, literário ou não literário; e que ler é atribuir significados, então leitura é o processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer linguagem.
Através da atividade 3 pág. 101 , que discutimos o texto “Nas curvas do teu corpo capotei meu coração” frase de para-choque de caminhão (texto verbal) e da atividade 5 da pág. 103, que realizamos a leitura coletiva da fotografia de Sebastião Salgado,(texto não verbal) consolidamos a aprendizagem de novos conceitos sobre texto, as razões do estudo prioritário de textos no ensino-aprendizagem de línguas proposta nesta unidade do TP1. Ficou evidente na fala dos professores que o texto nos faz pensar, divertir, criar, enriquece nossas experiências de vida, nos leva a interagir com o outro, portanto ele o “ texto” deve ser o centro de todas as atividades que envolvem as habilidades básicas da língua: ouvir, falar, ler e escrever. Na atividade 8, o texto “É melhor um cachorro amigo do que um amigo cachorro” trabalhamos a metáfora e personificação observando que a posição das palavras é que determina, prioritariamente, a alteração de seu sentido.

Fotografia de Sebastião Salgado

Evidenciamos “que em função das quase infinitas situações de interação, os textos são também muito variados. Cada um deles é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu autor. Essas condições abarcam não somente seu conhecimento, suas emoções, expectativas e aptidões, como todo o contexto em que produz determinado texto: o interlucutor, a relação entre e eles, o momento vivido” (pág.114 do TP1). Através da atividade 12 – pág.115 e 116, foi possível perceber a intenção da propaganda em influenciar o comportamento do interlocutor, o objetivo de leitura e importância dos conhecimentos prévios do leitor para a realização da leitura desse texto. Sublinhamos que o pacto de leitura é um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto: um, a partir dos recursos usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e de seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido.




Iniciamos nossos estudos com a leitura do texto “A intertextualidade”de Maria Antonieta Antunes Cunha retomando o conceito de intertextualidade como diálogo que cada texto faz com muitos outros, antigos ou contemporâneos, de forma que nenhum texto emerge, absolutamente original, nas nossas interações.

Realizamos várias oficinas como: a atividade 4 “A raposa e as uvas”Millôr Fernandes, pág. 138, a atividade 6 “O patinho realmente feio” de Jon Sciezka, pág. 141, a atividade 7 e a 8 identificando os traços da intertextualidade e entendendo os processos intertextuais que envolvem o texto inteiro: paráfrase, paródia, pastiche. Discutimos os processos intertextuais pontuais, que retomam um ou alguns elementos do texto: citação, epígrafe, referência e alusão. A fim de compreender “o ponto de vista” nas interações humanas, lemos o assunto na página 145 e 146 e realizamos a atividade 10 referente ao texto charge de Quino da pág. 147. É possível observar no texto como o autor mostra reações variadas, pontos de vista diferentes com relação a uma cena. Veja você também:

O ponto de vista é o lugar ou o ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela simplesmente as posições do locutor: pode ser usado para criar posições e emoções no interlocutor. Daí a importância de sua análise, quando estamos interpretando e avaliando as situações de comunicação. O trabalho com esses dois assuntos é fundamental, no sentido de tornar nossos olhos e ouvidos mais sensíveis e mais críticos com relação à própria vida.

Para finalizar o estudo deste TP, apresentamos vários outros textos inspirados na “Canção de exílio” de Gonçalves Dias e na tela “Mona Lisa” de Da Vinci. Alguns exemplos abaixo:


Fizemos a leitura de outros exemplos de intertextualidade como o poema “Meus oito anos” de Casimiro de Abreu, tela “o almoço na relva”, as várias (re)leituras da tela “Baco”de Caravaggio e outros.

Os professores amaram o TP1 pela forma eficiente como discute conceitos como variação linguística, texto, intertextualidade, gramática, etc., como apresenta/direciona o conteúdo para ser levado para os discentes em sala de aula. Principalmente gostaram de como as atividades estão bem elaboradas subsidiando cada educador na sua reflexão, ação, avaliação e consequentemente no propósito particular de mudanças na prática cotidiana da sala de aula.





Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

domingo, 3 de janeiro de 2010

ATÉ DIA 4 e 5 DE FEVEREIRO

Queridos cursistas, que em 2010 encontrem bastante tempo para ler.
Conforme o combinado retonaremos dia 4 e 5 de fevereiro para fecharmos o TP1 e iniciarmos o TP2.
Elaine Beatriz

RELATÓRIO XII _ DÈCIMO SEGUNDO ENCONTRO

RELATÓRIO XII – Décimo Segundo Encontro



Assunto: TP1 LINGUAGEM E CULTURA

Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 11/dezembro/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes



AÇÕES DO DIA



RETOMADA


Leitura dos textos produzidos pelos cursistas, atividade proposta no TP6, observando e comentando o planejamento da escrita, estratégias, socialização da escrita e exposição em nosso Mural “Café com Criatividade”. Comentaram sobre a dificuldade que têm para produzirem textos (os alunos e eles professores). Mas que as perguntas “O que eu disse até agora? O que estou tentando dizer? De que outra forma eu poderia abordar este tema? (... Qual a coisa mais significativa para mim? Como posso torná-la significativa para os meus leitores?” funcionam muito bem para subsidiar este tipo de atividade.



ESTUDOS - TP1 UNIDADE 1


Levantamento dos conhecimentos prévios sobre linguagem, língua, cultura, dialetos, idioleto (este último termo considerado novo por quase todos). Momento em que participaram, um complementando os conceitos formulados pelos outros.

Realizamos uma roda de leitura, utilizando o TP1, promovendo discussões, debates e reflexões a respeito dos temas propostos na Unidade 1 – As Inter-relações entre Língua e Cultura; Os dialetos do Português; Os registros do Português.

Iniciamos com a leitura do texto “Variantes linguísticas: dialetos e registros” de Maria Antonieta Cunha destacando a concepção abordada referente a linguagem não como apenas uma forma simples de comunicação em que se valorizava sobretudo o locutor/emissor, mas como interação na qual os sujeitos envolvidos realizam uma ação de mão dupla, um influindo sobre o outro, em função do lugar que o ocupam nessa interação e que é a partir das condições sociais e históricas se dá cada interação, definindo modos diferentes de uso da língua.

Discutimos: o entendimento de língua – como a melhor expressão da cultura e como forte elemento de sua transformação, além do seu caráter dinâmico da cultura; as várias línguas do nosso país como o tupi-guarani, pataxó, desta região maranhense e outros; cultura – como todo fazer humano que passa de geração a geração; conjunto de formas de fazer, pensar e sentir de uma pessoa ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo. Ainda comentamos sobre os conflitos entre gerações, os valores pessoais de cada época, tomando vários exemplos além dos abordados nos textos do TP1.

Identificamos os principais dialetos do Português, como: o etário, o geográfico ou regional, de gênero, o social popular e culto, o profissional e respectivos exemplos, enfatizando que nenhum é melhor do que o outro, cada um cumpre suas funções comunicativas, no âmbito em que é usado. Diferenciamos dialetos de idioleto. Este último é o conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo, como resultante do cruzamento dos vários dialetos que constituem a sua fala.

Em seguida debatemos sobre os principais registros do Português, considerando que neste TP1, registro significa cada uso individual e momentâneo da língua, vimos o que caracteriza cada um dos registros: o formal e o informal, a forma de apresentação oral e escrita da língua revisou nossas concepções entre certo e errado passando a discussão para o campo do adequado e inadequado.

Finalizamos esta etapa, fazendo uma autoavaliação das nossas ações como professores de Língua Portuguesa que precisam ser melhoradas, a fim de levarmos nossos alunos a desenvolverem de forma mais competente as habilidades da língua concernentes ao ler, escrever, ouvir e falar, estudantes mais competentes para a leitura e produção de textos.



EXIBIÇÃO DO FILME “LÍNGUA: ALÉM MAR”



Legenda Países ou territórios com o português como língua materna e/ou língua oficial

Foi exibido o vídeo Língua [Além mar] da TV Escola, com o objetivo de mostrar a influência da cultura e da língua portuguesa nos países colonizados por |Portugal. Falamos sobre as peculiaridades do dialeto dos países abordados, a cultura local e o uso de palavras estrangeiras no cotidiano de diferentes países da África, Ásia e o Brasil; a produção, leitura, análise e reflexão sobre linguagens apresentadas pelos cantores, rappers, escritores e outros.

O vídeo apresenta também como a busca dos portugueses pelas Índias resultou no multiculturalismo, em especial na Ásia. A língua portuguesa se tornou a língua da maioria dessas populações, pois o colonizador predominou sobre a língua local dessas populações. Finalizamos retomando os conceitos discutidos no TP1 e a importância do acordo ortográfico dos países que falam a língua portuguesa a fim de padronizar a escrita.

Fonte do recurso: Ministério da Educação, Portal Domínio Público

Endereço http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=51268



ESTUDOS TP1 - UNIDADE 2


Nesta unidade focalizamos os estudos sobre a norma culta, a linguagem literária e as modalidades da língua: oral e escrita. Destacando que:

- A norma culta é um dos dialetos definidos por critérios socioculturais, é escolhida como norma-padrão, utilizada em documentos, principalmente os oficiais, em grande parte da literatura, dos escritos e falas da imprensa. Sua grande característica é a correção pautada na gramática normativa. Deve ser bem trabalhada na escola, como o dialeto que o aluno deve ir aos poucos dominando, por ser o mais adequado a certas situações de comunicação

- No texto literário o autor pode fazer uso da norma culta ou o dialeto popular, o registro mais formal ao mais informal, dependendo de suas intenções, do assunto, do ambiente e dos personagens retratados.

- Tanto a modalidade da língua oral quanto a escrita são importantes, pois ambas apresentam possibilidades de uso formal ou informal. Devem ser trabalhadas na escola tanto do ponto de vista da locução quanto da interlocução.Ouvir, falar, ler e escrever, consideradas as habilidades básicas da língua, devem ser atividades constantes na sala de aula.É fundamental ofertar aos docentes textos diversificados e bons, orais e escritos, produzidos com objetivos e em situações diferentes, literários e não literários. Os textos dos alunos podem ser utilizados como material de estudo.



OFICINA: CHICO BENTO - O ORADOR DA TURMA


Num primeiro momento fizemos a leitura silenciosa da história em quadrinhos “Chico Bento – O orador da turma”, num segundo a leitura dramatizada pelos cursistas. Em seguida, compartilhamos as respostas das questões propostas quando discutimos:

- Os problemas da realidade educacional brasileira, questões de estrutura, funcionamento, falta de compromisso dos políticos e até da comunidade escolar, inadequação das escolas - sem quadras, bibliotecas, estrutura curricular adequada etc. evidenciados na narrativa, “(...im nossa iscola caindo aos pedaço...”);

- A presença de variedades linguísticas, identificando e destacando as situações e as falas no texto. Variedade prestigiada: Crianças! Antes de saírem, tenho uma coisa muito importante para dizer. Variedade estigmatizada: Opa! Discurpa fessora!;

- A linguagem utilizada por Chico Bento ao longo da narrativa possibilitou a reflexão sobre a visão do professor do que está “certo” ou “errado” e “adequado” ou inadequado” para os diferentes momentos de comunicação (o início do discurso do Chico e a forma dele se expressar);

- A linguagem utilizada por Chico não é adequada para o evento organizado pela escola. No início da leitura ele faz uso da norma padrão: “Sinhoras e sinhores... Ilustríssimos...Excelentíssimo Perfeito” na fala predomina a norma popular “Peraí, fessora, um minutinho só...É com muita honra que recebemo tão achatada figura em nossa escola caindo aos pedaço...discurpa...mais si oceis zoiá bem...é vredade..etc.”

- Na quarta parte da história, o personagem principal pede desculpas pelos “erros de português”, pois ele sabe que o próprio discurso não é formal como o que a professora havia preparado e inadequado conforme a situação de formalidade do evento.

Os cursistas amaram o texto/HQS e a atividade proposta. Assim que retornamos o ano letivo de 2010, esta oficina será levada para sala de aula e serão trabalhados os modos de escrever e falar dos alunos, retomando ao texto já comentado “Nóis mudemo”.


ENCAMINHAMENTOS


- Estudar no período de férias o TP1, em especial as duas últimas unidades que ainda não discutimos - Unidade 3 “O texto como centro das experiências no ensino da língua” e Unidade 4 “A intertextualidade”.

Realizar as leituras dos livros sugeridos e comentários.

Entregar os portfólios na Unidade Regional de Educação até dia 23 de dezembro de 2009.

Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

RELATÓRIO XI - DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA



RELATÓRIO XI – Décimo Primeiro Encontro



Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 04/dezembro/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

ESTUDOS

Iniciamos o dia realizando a leitura compartilhada “Produção textual: planejamento e escrita” de Silviane Bonaccorsi Barbato – Unidade 22 do TP6, página 73 e 74, com a participação dos professores para realização de comentários. Deram ênfase ao aspecto da produção de um texto, seu ponto de partida, e de monitoração da escrita, a definição dos elementos da situação sócio-comunicativa, o estabelecimento do objetivo de escrita, considerando os leitores possíveis (interlocutores ou audiência), a função, o tema, o gênero, o nível de linguagem, o suporte (ou portador) do texto. O debate e exemplos sobre o planejamento da prática da leitura e escrita foi extremamente rico, citaram as redações do ENEM, as produções textuais (negativas e positivas) solicitadas por professores há um tempo e ainda hoje, etc.

Em PowerPoint estudamos “O Planejamento” (Unidade 22 – Seção 1), o objetivo, conteúdo teórico, etapas do planejamento, funções da linguagem, realizamos na prática a atividade 1 (pág. 76 a 80). Em seguida ouvimos e acompanhamos os vídeos (Youtube) das músicas: Tô nem aí – Luka, Tente Outra Vez – Raul Seixas, Sinal Fechado – Paulinho da Viola com a finalidade dos cursistas identificarem as funções da linguagem predominantes em cada uma.

Para encerrar esta seção foi proposta a produção de textos, de forma criativa e planejada conforme estudo, para exposição no painel a ser construído “Café com Criatividade”.

Posteriormente, os cursistas em duplas, apresentaram em PowerPoint, (slides produzidos por eles na tarde do encontro anterior) notebook e data-show os demais temas da Unidade 22, 23 e 24, contemplando sempre o assunto, objetivo, síntese do conteúdo e uma atividade prática. Este trabalho foi muito bom considerando que os cursistas tiveram oportunidade de exercitarem o planejamento do estudo vinculando teoria e prática, além de fazerem uso dos recursos tecnológicos tão necessários

Na oportunidade, discutimos que os recursos didáticos são meios próprios utilizados para ensinar, subsidiar os trabalhos no ambiente educacional. Os recursos didáticos dão suporte ao trabalho do professor para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, mas o papel do educador em atuar como um bom mediador é fundamental em relação a utilização dos citados recursos. Esses, devem ser utilizados no dia a dia da escola com o objetivo de enriquecer as aulas, introduzir ou revisar conteúdos, passar filmes e/ou músicas, dentre outras ações; enfim atender ao planejamento dos educadores.

No momento atual, em um novo cenário educativo, a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TICs) traz uma enorme contribuição e novas possibilidades para a prática escolar. Destacamos o uso de computadores ligados a Internet, o uso de e-mails, blogs e os Objetos de Aprendizagem Virtuais, recursos que podem ser usados para dar suporte ao aprendizado nas diversas áreas.

O dia de estudos foi muito produtivo e a qualidade dos trabalhos apresentados foram satisfatórios.

ENCAMINHAMENTO

Produção de texto individual pelo cursista, visando à reflexão sobre o próprio processo de planejamento de escrita relacionando-o com o objetivo de sua atividade de escrita e situação sócio-comunicativa: escrever um texto, gênero à escolha, a fim de socializar com a turma e compartilhar em nosso “Painel: CAFÉ COM CRIATIVIDADE”.

IMAGENS DO DIA




Professores cursistas do Gestar II Língua Portuguesa em ação.

Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

Açailândia - Maranhão


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

EM 29/10/2009 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

PROFESSORES ESTUDANDO O TP6 UNIDADES 22, 23 e 24 , ELABORANDO SLIDES EM POWERPOINT ENVOLVENDO TEMA, SÍNTESE DO CONTEÚDO, OBJETIVO E SELECIONANDO UMA ATIVIDADE DE CADA SEÇÃO PARA POSTERIOR APRESENTAÇÃO.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

RELATÓRIO X ENCONTRO - TP6

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -LÍNGUA PORTUGUESA
RELATÓRIO X – Décimo Encontro
Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 29/10/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

MANHÃ

Realizamos a Leitura Compartilhada do texto “Ampliando nossas referências – Argumentação” – adaptado de Platão Savioli, F. & Fiorin,J. L. Lições de texto: leitura e redação, Ática, 1996 do TP 6 – página 59 a 62. Discutimos sobre a complexidade que envolve a comunicação, pois esta é mais do que repassar mensagens como transmissão de idéias, é agir sobre o outro; é buscar reações à ação da linguagem. Apenas com a participação do outro a comunicação se torna eficaz e que a argumentação pode ocorrer, se dar, pelo raciocínio, convencimento e precisam sim, ser plausíveis, prováveis. Segundo o texto, argumento é todo procedimento linguístico que visa fazer o leitor aceitar o que lhe é comunicado e apresenta os seguintes tipos: argumento de autoridade, argumento baseado no consenso, argumento baseado em provas concretas, argumento baseado no raciocínio lógico.
Socializamos o relatório do cursista revisando os assuntos discutidos no encontro anterior.
Com o objetivo de compreender a construção de argumentos para defender uma posição e conhecer e usar expressões que articulam o artigo de opinião, cada cursista recebeu uma cópia xerox sobre Tipos de argumento, Frases argumentativas, Elementos articuladores, como também receberam a sugestão de como avaliar o texto dissertativo verificando: a pertinência ao tema proposto, a presença de elementos do gênero, busca de informações sobre o tema, originalidade, aspectos gerais de gramática e ortografia. Este assunto acrescentado aos estudos foi retirado do material da “Olimpíada de Língua Portuguesa Pontos de vista” – Artigo de Opinão 2008, a fim de enriquecer as discussões do grupo e principalmente para possiblitar ao professor o acesso aos parâmetros de avaliação de texto dissertativo.
Retomamos as atividades aplicadas pelos educadores em sala de aula, como: o Avançando na prática do TP5 da página 196; Lição de Casa 2 TP5 e Oficina 9 ou 10 do TP5.
Os cursistas fizeram exposições de suas aulas práticas e ficou claro que os alunos estão correspondendo as atividades propostas, participando e obtendo êxitos. Abaixo uma das experiências retratadas pelos educadores:


RELATO DE EXPERIÊNCIA
Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: oficina 09 unidade 18 TP5
Materiais utilizados: TP5, Xerox colorida da Publicidade do texto FURNAS, papel 40, pincel, lápis de cor, caneta, papel A4.
Aula : FURNAS
Objetivo: focalizar, a construção da coerência textual e os aspectos lingüísticos e sócios – comunicativos responsáveis pela continuidade de sentidos de um texto; pela tessitura das informações no texto.
Horas/aula dispendidas: Duas em cada turma
Série: 7ª Serie “A”,”B” e “C”
Turno: Matutino
Data: 19.10.2009
Número de alunos: quarenta por turma
Unidade escolar: Centro de Ensino Lourenço Antonio Galletti
Professora: Rubia Novakoski
Formadora Gestar II: Elaine Beatriz


Desenvolvimento das atividades:
A atividade sugerida para a referida aula foi transposta para folhas A4 e multiplicada em cópias suficientes para todos os alunos Para esta parte da oficina, dividi a turma em oito (8) grupos de quatro (4) pessoas, os grupos foram formados de forma espontânea. A proposta de atividades que eles desenvolveriam tinha como base o texto publicitário da pág. 255 do TP5. A aplicação foi efetuada em conformidade com as orientações dadas. Observou-se que alguns alunos, durante a execução, demonstraram dificuldade por não terem conhecimento de que Furnas era uma empresa geradora de energia, grande parte não conseguiu identificar se havia coerência entre as imagens e o texto.

Levantamento das observações dos alunos:
Após o levantamento prévio expliquei novamente sobre o texto, foi entregue o xerox do material para cada grupo, analisaram novamente, e muitos ainda relacionaram as imagens a uma empresa de defesa do Meio Ambiente. O despertar veio quando atentaram para o nome energia, ai relacionaram a uma hidrelétrica. Fizeram o levantamento que as cores verde, amarelo, azul e branco: representam o Brasil, assim chegaram à dedução lógica que FURNAS é uma empresa brasileira.
Que a Matéria-prima dessa empresa é a água, que a mesma vem da natureza e seu produto gerado é a energia e esta retorna, ao homem em forma de tecnologia,educação, agricultura que há relação entre a Linguagem verbal e não-verbal
Os grupos discutiram em detalhe como a coerência textual, associaram suas análises aos conceitos e classificações desenvolvidas no decorrer das atividades propostas. Observaram os efeitos de sentido do texto como um todo.

Atividades desenvolvidas
Depois da análise foi feito o registro das observações do grupo em cartolina para exposição e apresentação aos colegas, socializando a discussão. Após a exposição foi feito as comparações da análise, onde houve a contribuição necessária o que não tinha sido debatida ou apenas comentários para finalizar a atividade proposta.
Atividade avaliativa: produção de texto relacionado à coerência das imagens com o texto, montagem da bandeira do Brasil, relacionando a empresa cada vez mais brasileira através de imagens, apresentação dos trabalhos.
Conclusão:
A atividade dada recriou situações e necessidades de uso da leitura (no caso, das imagens mentais) e da escrita, o que contribuiu sobremaneira para o processo de aprendizagem da turma.
De acordo com a avaliação dos alunos a proposta foi excelente, sendo uma atividade interessante, e de certa forma teve um certo grau de dificuldade na aplicabilidade da mesma, portanto foi um momento enriquecedor, e que aumenta nossas experiências profissionais.



Ainda socializamos as ações alusivas ao Projeto Cartas, que está encerrando.
Além de tudo isso, nesta manhã cada professor apresentou seu respectivo portfólio. Momento importante devido a troca de conhecimentos, experiências e atividades efetivadas com os alunos, como também o compartilhamento de outras idéias utilizadas no citado instrumento de avaliação e também foi oportuno para a realização de intervenções e apresentação de outras sugestões pela formadora.



TARDE


Nesta tarde, os cursistas foram encaminhados para o Laboratório do Centro de Ensino Fundamental e Médio Maria Izabel Rodrigues Cafeteira a fim de usarem os recursos tecnológicos, como computadores, Internet, PowerPoint, visitarem nosso blog, como suporte de estudo e aprendizagem.
Informamos como criar um e-mail, como criar e comentar em um blog. Após esta etapa, cada dupla ficou responsável para trabalhar uma seção das Unidades 22, 23 e 24 do TP6, contemplando o tema, objetivo, a síntese do conteúdo ao longo da seção, além de selecionar uma atividade focando o objetivo. Tivemos o apoio das educadoras do NTE – Núcleo Tecnológico de Educação e da professora Ângela Nascimento para atendimento aos educadores.


ENCAMINHAMENTOS

1- Os cursistas que ainda não estão com os portfólios em dias, completarem com as atividades que faltam;
2- Encerrar o Projeto Didático:Cartas “POR FAVOR, ESCREVA-ME SUAS SENSAÇÕES DA VIDA”;
3- Completarem as atividades propostas para serem desenvolvidas com os alunos em sala de aula até o TP5, para quem ainda não realizou, devido algum imprevisto;




ELAINE BEATRIZ ROCHA QUEIROZ GOMES
AÇAILÂNDIA - MA