PORTFÓLIOS DOS FORMADORES E CURSISTAS
segunda-feira, 22 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
ALGUNS LANCES EM IMAGENS
AUTOAVALIAÇÃO
GESTAR II LÍNGUA PORTUGUESA
FORMADORA: ELAINE BEATRIZ ROCHA QUEIROZ GOMES
QUESTÃO PROPOSTA
Autoavaliação que contemple os tópicos meu empenho, minha participação, minha aprendizagem (meu conhecimento inicial > meu conhecimento atual). Essa autoavaliação é imprescindível no momento da apresentação.
MEU EMPENHO
Desde o início, no primeiro encontro de formação do Gestar II Língua Portuguesa me empenhei o máximo em realizar as atividades propostas e essencialmente em buscar através da pesquisa e estudos subsídios para potencializar as discussões, os materiais, os textos e outros para trabalhar com a turma de professores cursistas.
Elaborei e organizei slides, sessão cinema, leituras, palestra, textos, atividades, etc. a fim de enriquecer as ações em sala de estudo. Também acompanhei as turmas dos alunos nas respectivas salas de aula em seus municípios.
MINHA PARTICIPAÇÃO
Estive em todos os encontros de formação em São Luís, realizei a leitura de todos os TPs como também as atividades propostas pela formadora Caroline Rodrigues, além de construir o blog do curso, e-mail coletivo da turma de cursistas, orientação e acompanhamento para execução do projeto didático Cartas, portfólio escrito, construção do banner, painel de fotos dos cursistas, providências de equipamentos como datashow, notebook, caixa de som, espaço físico, até o cafezinho a fim de acolher bem o professor.
MINHA APRENDIZAGEM (CONHECIMENTO INICIAL E CONHECIMENTO ATUAL)
Já tinha experiência em trabalhar com formação de professores, como os PCNs em Ação, PROFA, Pró-letramento (do MEC) e PROFAP – Programa de Formação de Professores de 5ª a a8a série (SME de Açailândia), porém o Gestar II Língua Portuguesa foi muito especial. Aprendi bastante, principalmente em relação ao trabalho da disciplina de forma agradável, rica e prazerosa. As oficinas extremamente elaboradas, sempre com um tema em cada TP, vinculado ao assunto da unidade e bem casado com o objetivo favoreceu significativamente para ampliar minha percepção da prática educacional referente a interdisciplinaridade.
O Gestar II proporcionou para mim várias reflexões e muitos desafios em relação ao papel do professor de Língua Portuguesa a partir de minhas vivências e das experiências individuais dos meus colegas professores cursistas.
Analisando os resultados obtidos no presente curso, chego à conclusão:
- Que é preciso cada vez mais discutir o ensino da leitura e da escrita como atividades permanentes para todas áreas do conhecimento e disciplinas escolares e que todos da escola assumam o papel de mediadores desses dois aspectos.
- A motivação, participação, contribuição dos cursistas motivaram os encontros, estudos de todos, criando um clima de confiança, parceria, numa relação que facilitou as aprendizagens dos conteúdos do Gestar e isto é possível comprovar na manifestação das atividades realizadas com os alunos em cada escola e portfólios dos cursistas.
- Que a postura da formadora Caroline Rodrigues em ouvir, direcionar discussões, sistematizar os conhecimentos, dar suporte com materiais, dicas, incentivou e contribuiu para cada formador dar continuidade na sua construção autônoma de fazer acontecer a formação continuada que ficou responsável.
FORMADORA: ELAINE BEATRIZ ROCHA QUEIROZ GOMES
QUESTÃO PROPOSTA
Autoavaliação que contemple os tópicos meu empenho, minha participação, minha aprendizagem (meu conhecimento inicial > meu conhecimento atual). Essa autoavaliação é imprescindível no momento da apresentação.
MEU EMPENHO
Desde o início, no primeiro encontro de formação do Gestar II Língua Portuguesa me empenhei o máximo em realizar as atividades propostas e essencialmente em buscar através da pesquisa e estudos subsídios para potencializar as discussões, os materiais, os textos e outros para trabalhar com a turma de professores cursistas.
Elaborei e organizei slides, sessão cinema, leituras, palestra, textos, atividades, etc. a fim de enriquecer as ações em sala de estudo. Também acompanhei as turmas dos alunos nas respectivas salas de aula em seus municípios.
MINHA PARTICIPAÇÃO
Estive em todos os encontros de formação em São Luís, realizei a leitura de todos os TPs como também as atividades propostas pela formadora Caroline Rodrigues, além de construir o blog do curso, e-mail coletivo da turma de cursistas, orientação e acompanhamento para execução do projeto didático Cartas, portfólio escrito, construção do banner, painel de fotos dos cursistas, providências de equipamentos como datashow, notebook, caixa de som, espaço físico, até o cafezinho a fim de acolher bem o professor.
MINHA APRENDIZAGEM (CONHECIMENTO INICIAL E CONHECIMENTO ATUAL)
Já tinha experiência em trabalhar com formação de professores, como os PCNs em Ação, PROFA, Pró-letramento (do MEC) e PROFAP – Programa de Formação de Professores de 5ª a a8a série (SME de Açailândia), porém o Gestar II Língua Portuguesa foi muito especial. Aprendi bastante, principalmente em relação ao trabalho da disciplina de forma agradável, rica e prazerosa. As oficinas extremamente elaboradas, sempre com um tema em cada TP, vinculado ao assunto da unidade e bem casado com o objetivo favoreceu significativamente para ampliar minha percepção da prática educacional referente a interdisciplinaridade.
O Gestar II proporcionou para mim várias reflexões e muitos desafios em relação ao papel do professor de Língua Portuguesa a partir de minhas vivências e das experiências individuais dos meus colegas professores cursistas.
Analisando os resultados obtidos no presente curso, chego à conclusão:
- Que é preciso cada vez mais discutir o ensino da leitura e da escrita como atividades permanentes para todas áreas do conhecimento e disciplinas escolares e que todos da escola assumam o papel de mediadores desses dois aspectos.
- A motivação, participação, contribuição dos cursistas motivaram os encontros, estudos de todos, criando um clima de confiança, parceria, numa relação que facilitou as aprendizagens dos conteúdos do Gestar e isto é possível comprovar na manifestação das atividades realizadas com os alunos em cada escola e portfólios dos cursistas.
- Que a postura da formadora Caroline Rodrigues em ouvir, direcionar discussões, sistematizar os conhecimentos, dar suporte com materiais, dicas, incentivou e contribuiu para cada formador dar continuidade na sua construção autônoma de fazer acontecer a formação continuada que ficou responsável.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
RELATÓRIO XIV - DÉCIMO QUARTO ENCONTRO
RELATÓRIO XIV – Décimo Quarto Encontro
Assunto: TP2 ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
LEITURAS COMPARTILHADAS
Compartilhamos os textos: “Desejos” – poema de Carlos Drummond de Andrade em slides PowerPoint ilustrado e o vídeo “Amor prá recomeçar” - música de Frejat do Barão Vermelho. Os professores comentaram os textos falando sobre o diálogo existente entre os dois textos e as imagens vinculadas aos mesmos.
ESTUDO DO TP2
Realizamos uma “Roda de Leitura e Discussão” coletiva envolvendo a resolução das atividades propostas referente toda a unidade 5, o que possibilitou a ampliação sobre as três formas de conceber a gramática e como utilizá-las adequadamente em sala de aula.
Vimos a gramática, num primeiro sentido, como conjunto dos recursos lingüísticos que o falante aciona, mesmo inconscientemente, ao fazer uso da língua. Essa gramática, chamada implícita,internalizada ou interna, vai sendo adquirida pelo falante no contato com outros falantes de seu ambiente e terá, portanto, as marcas dialetais desses(s) grupo(s).
Através da atividade 4, página 19 do TP2, foi possível observarmos a escrita do texto produzido pelo carroceiro Joel, as diversas vozes da propaganda apresentada, as marcas ortográficas do locutor e as diferentes linguagens utilizadas como exemplo de estudo da denominação gramática descritiva. Esta procura descrever regras da língua e buscar razões para esses usos, sem a preocupação de rotular os empregos em “certos” e “errados”.
Lemos o fragmento do texto que apresenta o diálogo entre Pluft e Maribel, que possibilitou os educadores a pensarem sobre o ensino produtivo, na leitura expressiva ou dramatizada do texto, ou a criação de outro diálogo em que as pessoas se apresentam numa situação constrangedora e como ensino descritivo/reflexivo, a exploração das características da linguagem oral: repetições, uso de interjeições e a própria sequencia do diálogo.
Realizamos as atividades 7 e 8 que envolvem os textos “A tinta de escrever”de Millôr Fernandes e “Osarta” de Lygia Bojunga que viabilizaram excelentes comentários a respeito dos objetivos do ensino de Língua Portuguesa e de como levar o aluno a desenvolver competências para o uso da língua nas mais diferenciadas situações sociais, na modalidade escrita e da norma culta, não desconsiderando que ler e escrever são conteúdos procedimentais.
Fechamos esta unidade enfatizando o “Resumindo” da página 32 que afirma:
Nesta unidade, procuramos enfatizar o lugar, no projeto de ensino-aprendizagem da língua, de três concepções de gramática: a interna, a descritiva e a normativa. Procuramos mostrar que não se pode usar uma língua sem usar a sua gramática. Nesse sentido, é importante frisar que a gramática interna, ou implícita, ou internalizada, é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, mesmo que não perceba esse uso e mesmo que jamais tenha estudado. É fundamental o professor perceber que essa gramática se amplia sempre, e que desenvolvê-la é desenvolver a própria competência lingüística do aluno. Quanto mais ele for exposto a textos diferentes e convidado a produzir textos diferentes, mais sua gramática implícita estará sendo ampliada. A gramática descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar. Exige um trabalho de reflexão mais sistemático sobre os fatos da língua. No caso da escola, ela deve possibilitar essa reflexão do aluno, desde que voltada para os recursos lingüísticos de sua gramática interna, de uso. É importante salientar que a gramática descritiva não está pronta. Sua preocupação com o estudo da língua em todos os dialetos, modalidades e registros é relativamente recente. A gramática normativa, também descritiva e teórica como a anterior, tem o interesse secular voltado para as regras da norma culta, privilegiando ainda a modalidade escrita e a linguagem literária, o que restringe suas reais possibilidades de instaurar-se, como sempre fez, como centro dos estudos lingüísticos na escola. Hoje, seu papel deve ser reduzido no ensino escolar: tem lugar quando o objetivo é o desenvolvimento da capacidade do aluno para usar a língua em situações de formalidade, que exigem a língua padrão.
ATIVIDADES EM GRUPOS
A turma foi dividida em três grupos. Cada grupo ficou responsável para apresentar o conteúdo das três seções de uma unidade (unidades 6, 7 e 8), contemplando os temas, objetivos, selecionando atividades que fortaleçam o entendimento do assunto abordado, uma oficina do AAA do professor vinculada a unidade, escolhendo a metodologia que o grupo considerar adequada.
O trabalho foi extremamente produtivo, todos participaram efetivamente, atingindo os objetivos estabelecidos.
GRUPO 1
O grupo 1 trabalhou com a conceituação e identificação da “frase”, estabelecendo diferenças entre frase, oração e período e a organização dos mesmos em um texto. Utilizaram o texto “Parceria”, as atividades 1, 2, 4, 5, 6, 11. Efetivaram a oficina do AAA2 – Aula 6 “Escrevendo a partir da observação de imagem”, página 69 a 71. Esta oficina, na prática, alcançou os objetivos esperados: Produzir texto a partir de imagem; Perceber possibilidades de organização dos períodos no texto produzido; Alterar sequencia de ideias em texto produzido em classe.
GRUPO 2
Os componentes do grupo 2, abordaram a unidade 7, mostrando que a arte é uma forma de conhecimento que está muito relacionada com o nosso cotidiano, embora nem sempre nos demos conta disso. As manifestações artísticas têm cada vez mais interseções, criando formas híbridas de arte. O grupo destacou também as principais características da arte: a fantasia, a interpretação da realidade, a conotação e a paixão pela forma e que por meio da fantasia e do jogo, a arte é um convite à (re)interpretação do mundo. Ao procurar expressar-se, o artista convida o próprio leitor a desvendar o mundo.
Dernete, Celidônia, Clean, Rúbia e Hezequias

O grupo levou os colegas a discutirem o papel e as características da linguagem da arte, a arte literária, a arte da palavra, a linguagem figurada e outros aspectos através das atividades 1, 2, 3, 5, 7, 8 realizadas de forma oral e coletivamente.
“Recriação de quadro de Portinari”, foi a oficina preparada pelo grupo, cujos objetivos são: Conhecer versão de obras de pintores famosos e Recriar obra de pintor famoso. O grupo falou sobre os artistas (Almeida Júnior, Leonardo da Vinci, Cândido Portinari e Maurício de Sousa) exemplificaram e exploraram/leram a obra de cada um. Os colegas observaram a criação de Maurício de Sousa, uma nova versão (paródia da imagem) de Almeida Júnior “Picando fumo” e de Leonardo da Vinci “Mona Lisa” com os personagens Chico Bento e Mônica respectivamente. Ainda recriaram o “Mestiço”, obra do pintor brasileiro Cândido Portinari.
GRUPO 3
Os professores deste grupo trabalharam a Unidade 8 – Linguagem Figurada, Seção 1, 2 e 3 , “A expressividade da linguagem cotidiana”, “Figuras e linguagem literária” e “Elementos sonoros e sintáticos da expressividade” direcionando as ações para seus respectivos objetivos: identificar figuras na linguagem cotidiana, identificar as várias possibilidades de linguagem figurada no texto literário e identificar figuras do nível sonoro e sintático no texto.
Utilizaram o PowerPoint a fim de vincular os slides com os assuntos/conteúdos da unidade 8 do TP2. Através da “dinâmica da caixa” distribuíram vários textos para os colegas, que liam e identificavam a figura de linguagem (comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, antítese, ironia, aliteração e onomatopéia) evidente em cada um, o que gerou muita discussão e aprendizagem envolvendo todos os cursistas. Fizeram a atividade 6 e 7 da página 117 a 119, fazendo a leitura em forma de jogral e propondo os questionamentos para a turma que participou com entusiasmo.
Eulália, Ribamar, Assis, Socorro e Josenilda – Apresentação da Unidade 8
CONCLUSÃO
Encerramos os estudos de todos os TPs do Gestar II Língua Portuguesa, com a convicção de um trabalho realizado com muita qualidade, considerando a excelência do material, a competência da minha formadora Caroline Rodrigues, o interesse e participação efetiva de cada colega professor cursista que foi vitorioso chegando ao final deste curso diante de tantas outras atividades em suas vidas. Não deixando de mencionar a parceria Estado-URE/Município-SME local, para o bom funcionamento das nossas ações.
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
Assunto: TP2 ANÁLISE LINGUÍSTICA E ANÁLISE LITERÁRIA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única Município: Açailândia – MA Encontro: 10/fevereiro/2010 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
LEITURAS COMPARTILHADAS
Compartilhamos os textos: “Desejos” – poema de Carlos Drummond de Andrade em slides PowerPoint ilustrado e o vídeo “Amor prá recomeçar” - música de Frejat do Barão Vermelho. Os professores comentaram os textos falando sobre o diálogo existente entre os dois textos e as imagens vinculadas aos mesmos.
ESTUDO DO TP2
Realizamos uma “Roda de Leitura e Discussão” coletiva envolvendo a resolução das atividades propostas referente toda a unidade 5, o que possibilitou a ampliação sobre as três formas de conceber a gramática e como utilizá-las adequadamente em sala de aula.
Vimos a gramática, num primeiro sentido, como conjunto dos recursos lingüísticos que o falante aciona, mesmo inconscientemente, ao fazer uso da língua. Essa gramática, chamada implícita,internalizada ou interna, vai sendo adquirida pelo falante no contato com outros falantes de seu ambiente e terá, portanto, as marcas dialetais desses(s) grupo(s).
Através da atividade 4, página 19 do TP2, foi possível observarmos a escrita do texto produzido pelo carroceiro Joel, as diversas vozes da propaganda apresentada, as marcas ortográficas do locutor e as diferentes linguagens utilizadas como exemplo de estudo da denominação gramática descritiva. Esta procura descrever regras da língua e buscar razões para esses usos, sem a preocupação de rotular os empregos em “certos” e “errados”.
Lemos o fragmento do texto que apresenta o diálogo entre Pluft e Maribel, que possibilitou os educadores a pensarem sobre o ensino produtivo, na leitura expressiva ou dramatizada do texto, ou a criação de outro diálogo em que as pessoas se apresentam numa situação constrangedora e como ensino descritivo/reflexivo, a exploração das características da linguagem oral: repetições, uso de interjeições e a própria sequencia do diálogo.
Realizamos as atividades 7 e 8 que envolvem os textos “A tinta de escrever”de Millôr Fernandes e “Osarta” de Lygia Bojunga que viabilizaram excelentes comentários a respeito dos objetivos do ensino de Língua Portuguesa e de como levar o aluno a desenvolver competências para o uso da língua nas mais diferenciadas situações sociais, na modalidade escrita e da norma culta, não desconsiderando que ler e escrever são conteúdos procedimentais.
Fechamos esta unidade enfatizando o “Resumindo” da página 32 que afirma:
Nesta unidade, procuramos enfatizar o lugar, no projeto de ensino-aprendizagem da língua, de três concepções de gramática: a interna, a descritiva e a normativa. Procuramos mostrar que não se pode usar uma língua sem usar a sua gramática. Nesse sentido, é importante frisar que a gramática interna, ou implícita, ou internalizada, é o conjunto de regras que qualquer falante da língua domina, mesmo que não perceba esse uso e mesmo que jamais tenha estudado. É fundamental o professor perceber que essa gramática se amplia sempre, e que desenvolvê-la é desenvolver a própria competência lingüística do aluno. Quanto mais ele for exposto a textos diferentes e convidado a produzir textos diferentes, mais sua gramática implícita estará sendo ampliada. A gramática descritiva é o conjunto de regras que o observador da língua procura compreender e explicar. Exige um trabalho de reflexão mais sistemático sobre os fatos da língua. No caso da escola, ela deve possibilitar essa reflexão do aluno, desde que voltada para os recursos lingüísticos de sua gramática interna, de uso. É importante salientar que a gramática descritiva não está pronta. Sua preocupação com o estudo da língua em todos os dialetos, modalidades e registros é relativamente recente. A gramática normativa, também descritiva e teórica como a anterior, tem o interesse secular voltado para as regras da norma culta, privilegiando ainda a modalidade escrita e a linguagem literária, o que restringe suas reais possibilidades de instaurar-se, como sempre fez, como centro dos estudos lingüísticos na escola. Hoje, seu papel deve ser reduzido no ensino escolar: tem lugar quando o objetivo é o desenvolvimento da capacidade do aluno para usar a língua em situações de formalidade, que exigem a língua padrão.
ATIVIDADES EM GRUPOS
A turma foi dividida em três grupos. Cada grupo ficou responsável para apresentar o conteúdo das três seções de uma unidade (unidades 6, 7 e 8), contemplando os temas, objetivos, selecionando atividades que fortaleçam o entendimento do assunto abordado, uma oficina do AAA do professor vinculada a unidade, escolhendo a metodologia que o grupo considerar adequada.
O trabalho foi extremamente produtivo, todos participaram efetivamente, atingindo os objetivos estabelecidos.
GRUPO 1
O grupo 1 trabalhou com a conceituação e identificação da “frase”, estabelecendo diferenças entre frase, oração e período e a organização dos mesmos em um texto. Utilizaram o texto “Parceria”, as atividades 1, 2, 4, 5, 6, 11. Efetivaram a oficina do AAA2 – Aula 6 “Escrevendo a partir da observação de imagem”, página 69 a 71. Esta oficina, na prática, alcançou os objetivos esperados: Produzir texto a partir de imagem; Perceber possibilidades de organização dos períodos no texto produzido; Alterar sequencia de ideias em texto produzido em classe.
GRUPO 2
Os componentes do grupo 2, abordaram a unidade 7, mostrando que a arte é uma forma de conhecimento que está muito relacionada com o nosso cotidiano, embora nem sempre nos demos conta disso. As manifestações artísticas têm cada vez mais interseções, criando formas híbridas de arte. O grupo destacou também as principais características da arte: a fantasia, a interpretação da realidade, a conotação e a paixão pela forma e que por meio da fantasia e do jogo, a arte é um convite à (re)interpretação do mundo. Ao procurar expressar-se, o artista convida o próprio leitor a desvendar o mundo.
O grupo levou os colegas a discutirem o papel e as características da linguagem da arte, a arte literária, a arte da palavra, a linguagem figurada e outros aspectos através das atividades 1, 2, 3, 5, 7, 8 realizadas de forma oral e coletivamente.
“Recriação de quadro de Portinari”, foi a oficina preparada pelo grupo, cujos objetivos são: Conhecer versão de obras de pintores famosos e Recriar obra de pintor famoso. O grupo falou sobre os artistas (Almeida Júnior, Leonardo da Vinci, Cândido Portinari e Maurício de Sousa) exemplificaram e exploraram/leram a obra de cada um. Os colegas observaram a criação de Maurício de Sousa, uma nova versão (paródia da imagem) de Almeida Júnior “Picando fumo” e de Leonardo da Vinci “Mona Lisa” com os personagens Chico Bento e Mônica respectivamente. Ainda recriaram o “Mestiço”, obra do pintor brasileiro Cândido Portinari.
GRUPO 3
Os professores deste grupo trabalharam a Unidade 8 – Linguagem Figurada, Seção 1, 2 e 3 , “A expressividade da linguagem cotidiana”, “Figuras e linguagem literária” e “Elementos sonoros e sintáticos da expressividade” direcionando as ações para seus respectivos objetivos: identificar figuras na linguagem cotidiana, identificar as várias possibilidades de linguagem figurada no texto literário e identificar figuras do nível sonoro e sintático no texto.
Utilizaram o PowerPoint a fim de vincular os slides com os assuntos/conteúdos da unidade 8 do TP2. Através da “dinâmica da caixa” distribuíram vários textos para os colegas, que liam e identificavam a figura de linguagem (comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, antítese, ironia, aliteração e onomatopéia) evidente em cada um, o que gerou muita discussão e aprendizagem envolvendo todos os cursistas. Fizeram a atividade 6 e 7 da página 117 a 119, fazendo a leitura em forma de jogral e propondo os questionamentos para a turma que participou com entusiasmo.
CONCLUSÃO
Encerramos os estudos de todos os TPs do Gestar II Língua Portuguesa, com a convicção de um trabalho realizado com muita qualidade, considerando a excelência do material, a competência da minha formadora Caroline Rodrigues, o interesse e participação efetiva de cada colega professor cursista que foi vitorioso chegando ao final deste curso diante de tantas outras atividades em suas vidas. Não deixando de mencionar a parceria Estado-URE/Município-SME local, para o bom funcionamento das nossas ações.
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
RELATÓRIO XIII - DÉCIMO TERCEIRO ENCONTRO
RELATÓRIO XIII – Décimo Terceiro Encontro
Assunto: TP1 LINGUAGEM E CULTURA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: únicaMunicípio: Açailândia – MAEncontro: 09/fevereiro/2010 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
ATIVIDADES REALIZADAS
LEITURAS COMPARTILHADAS
Começamos o dia com bastante entusiasmo, considerando o feliz descanso das férias. Para retomar o fôlego compartilhamos o texto “A arte brasileira sacudida numa Semana”, da Revista Mundo Jovem – outubro/2009, pág.10, de Tânia Bian, que além de discutir o tema envolvendo a cultura e arte brasileira, traz sugestão de filme sobre o assunto, para ser trabalhado com alunos e outras atividades. Compartilhamos ainda o texto “Resista, um pouco mais” do Cform/UNB como incentivo para os que permaneceram até este momento final do curso.
Socializamos o “Painel com Criatividade” com os textos produzidos pelos cursistas considerando o planejamento, escolhas do tipo de texto, gênero, reescrita, edição,etc.
ESTUDO DO TP1 UNIDADE 3 E 4
Discutimos “O texto como centro das experiências no ensino da língua” de Maria Antonieta Antunes Cunha que destaca: que o ensino-aprendizagem apoiado no texto é atualmente quase um consenso nos estudos de linguagem, a ampliação da concepção sobre texto e como também se modificou significamente o entendimento sobre os elementos a se enfatizarem no trabalho com textos.
Trabalhamos a unidade 3 do TP1, focalizando os temas e objetivos de cada seção. Levantamos os conhecimentos prévios dos cursistas sobre o que é texto e o que é ler. Todos participaram enriquecendo esse momento inicial. O estudo em slides PowerPoint, apresentado em data show, foi concluído com prazer ficando claro que todas as nossas interações se processam por meio de textos; que independente da extensão, texto é toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação, que aparecem nas mais diversas linguagens, verbais e não verbais, oral ou escrito, literário ou não literário; e que ler é atribuir significados, então leitura é o processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer linguagem.
Através da atividade 3 pág. 101 , que discutimos o texto “Nas curvas do teu corpo capotei meu coração” frase de para-choque de caminhão (texto verbal) e da atividade 5 da pág. 103, que realizamos a leitura coletiva da fotografia de Sebastião Salgado,(texto não verbal) consolidamos a aprendizagem de novos conceitos sobre texto, as razões do estudo prioritário de textos no ensino-aprendizagem de línguas proposta nesta unidade do TP1. Ficou evidente na fala dos professores que o texto nos faz pensar, divertir, criar, enriquece nossas experiências de vida, nos leva a interagir com o outro, portanto ele o “ texto” deve ser o centro de todas as atividades que envolvem as habilidades básicas da língua: ouvir, falar, ler e escrever. Na atividade 8, o texto “É melhor um cachorro amigo do que um amigo cachorro” trabalhamos a metáfora e personificação observando que a posição das palavras é que determina, prioritariamente, a alteração de seu sentido.
Fotografia de Sebastião Salgado
Evidenciamos “que em função das quase infinitas situações de interação, os textos são também muito variados. Cada um deles é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu autor. Essas condições abarcam não somente seu conhecimento, suas emoções, expectativas e aptidões, como todo o contexto em que produz determinado texto: o interlucutor, a relação entre e eles, o momento vivido” (pág.114 do TP1). Através da atividade 12 – pág.115 e 116, foi possível perceber a intenção da propaganda em influenciar o comportamento do interlocutor, o objetivo de leitura e importância dos conhecimentos prévios do leitor para a realização da leitura desse texto. Sublinhamos que o pacto de leitura é um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto: um, a partir dos recursos usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e de seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido.
Iniciamos nossos estudos com a leitura do texto “A intertextualidade”de Maria Antonieta Antunes Cunha retomando o conceito de intertextualidade como diálogo que cada texto faz com muitos outros, antigos ou contemporâneos, de forma que nenhum texto emerge, absolutamente original, nas nossas interações.
Realizamos várias oficinas como: a atividade 4 “A raposa e as uvas”Millôr Fernandes, pág. 138, a atividade 6 “O patinho realmente feio” de Jon Sciezka, pág. 141, a atividade 7 e a 8 identificando os traços da intertextualidade e entendendo os processos intertextuais que envolvem o texto inteiro: paráfrase, paródia, pastiche. Discutimos os processos intertextuais pontuais, que retomam um ou alguns elementos do texto: citação, epígrafe, referência e alusão. A fim de compreender “o ponto de vista” nas interações humanas, lemos o assunto na página 145 e 146 e realizamos a atividade 10 referente ao texto charge de Quino da pág. 147. É possível observar no texto como o autor mostra reações variadas, pontos de vista diferentes com relação a uma cena. Veja você também:
O ponto de vista é o lugar ou o ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela simplesmente as posições do locutor: pode ser usado para criar posições e emoções no interlocutor. Daí a importância de sua análise, quando estamos interpretando e avaliando as situações de comunicação. O trabalho com esses dois assuntos é fundamental, no sentido de tornar nossos olhos e ouvidos mais sensíveis e mais críticos com relação à própria vida.
Para finalizar o estudo deste TP, apresentamos vários outros textos inspirados na “Canção de exílio” de Gonçalves Dias e na tela “Mona Lisa” de Da Vinci. Alguns exemplos abaixo:
Fizemos a leitura de outros exemplos de intertextualidade como o poema “Meus oito anos” de Casimiro de Abreu, tela “o almoço na relva”, as várias (re)leituras da tela “Baco”de Caravaggio e outros.
Os professores amaram o TP1 pela forma eficiente como discute conceitos como variação linguística, texto, intertextualidade, gramática, etc., como apresenta/direciona o conteúdo para ser levado para os discentes em sala de aula. Principalmente gostaram de como as atividades estão bem elaboradas subsidiando cada educador na sua reflexão, ação, avaliação e consequentemente no propósito particular de mudanças na prática cotidiana da sala de aula.
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes
domingo, 3 de janeiro de 2010
ATÉ DIA 4 e 5 DE FEVEREIRO
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