domingo, 3 de janeiro de 2010

RELATÓRIO XII _ DÈCIMO SEGUNDO ENCONTRO

RELATÓRIO XII – Décimo Segundo Encontro



Assunto: TP1 LINGUAGEM E CULTURA

Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 11/dezembro/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes



AÇÕES DO DIA



RETOMADA


Leitura dos textos produzidos pelos cursistas, atividade proposta no TP6, observando e comentando o planejamento da escrita, estratégias, socialização da escrita e exposição em nosso Mural “Café com Criatividade”. Comentaram sobre a dificuldade que têm para produzirem textos (os alunos e eles professores). Mas que as perguntas “O que eu disse até agora? O que estou tentando dizer? De que outra forma eu poderia abordar este tema? (... Qual a coisa mais significativa para mim? Como posso torná-la significativa para os meus leitores?” funcionam muito bem para subsidiar este tipo de atividade.



ESTUDOS - TP1 UNIDADE 1


Levantamento dos conhecimentos prévios sobre linguagem, língua, cultura, dialetos, idioleto (este último termo considerado novo por quase todos). Momento em que participaram, um complementando os conceitos formulados pelos outros.

Realizamos uma roda de leitura, utilizando o TP1, promovendo discussões, debates e reflexões a respeito dos temas propostos na Unidade 1 – As Inter-relações entre Língua e Cultura; Os dialetos do Português; Os registros do Português.

Iniciamos com a leitura do texto “Variantes linguísticas: dialetos e registros” de Maria Antonieta Cunha destacando a concepção abordada referente a linguagem não como apenas uma forma simples de comunicação em que se valorizava sobretudo o locutor/emissor, mas como interação na qual os sujeitos envolvidos realizam uma ação de mão dupla, um influindo sobre o outro, em função do lugar que o ocupam nessa interação e que é a partir das condições sociais e históricas se dá cada interação, definindo modos diferentes de uso da língua.

Discutimos: o entendimento de língua – como a melhor expressão da cultura e como forte elemento de sua transformação, além do seu caráter dinâmico da cultura; as várias línguas do nosso país como o tupi-guarani, pataxó, desta região maranhense e outros; cultura – como todo fazer humano que passa de geração a geração; conjunto de formas de fazer, pensar e sentir de uma pessoa ou de uma sociedade, é uma construção histórica e varia no espaço e no tempo. Ainda comentamos sobre os conflitos entre gerações, os valores pessoais de cada época, tomando vários exemplos além dos abordados nos textos do TP1.

Identificamos os principais dialetos do Português, como: o etário, o geográfico ou regional, de gênero, o social popular e culto, o profissional e respectivos exemplos, enfatizando que nenhum é melhor do que o outro, cada um cumpre suas funções comunicativas, no âmbito em que é usado. Diferenciamos dialetos de idioleto. Este último é o conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo, como resultante do cruzamento dos vários dialetos que constituem a sua fala.

Em seguida debatemos sobre os principais registros do Português, considerando que neste TP1, registro significa cada uso individual e momentâneo da língua, vimos o que caracteriza cada um dos registros: o formal e o informal, a forma de apresentação oral e escrita da língua revisou nossas concepções entre certo e errado passando a discussão para o campo do adequado e inadequado.

Finalizamos esta etapa, fazendo uma autoavaliação das nossas ações como professores de Língua Portuguesa que precisam ser melhoradas, a fim de levarmos nossos alunos a desenvolverem de forma mais competente as habilidades da língua concernentes ao ler, escrever, ouvir e falar, estudantes mais competentes para a leitura e produção de textos.



EXIBIÇÃO DO FILME “LÍNGUA: ALÉM MAR”



Legenda Países ou territórios com o português como língua materna e/ou língua oficial

Foi exibido o vídeo Língua [Além mar] da TV Escola, com o objetivo de mostrar a influência da cultura e da língua portuguesa nos países colonizados por |Portugal. Falamos sobre as peculiaridades do dialeto dos países abordados, a cultura local e o uso de palavras estrangeiras no cotidiano de diferentes países da África, Ásia e o Brasil; a produção, leitura, análise e reflexão sobre linguagens apresentadas pelos cantores, rappers, escritores e outros.

O vídeo apresenta também como a busca dos portugueses pelas Índias resultou no multiculturalismo, em especial na Ásia. A língua portuguesa se tornou a língua da maioria dessas populações, pois o colonizador predominou sobre a língua local dessas populações. Finalizamos retomando os conceitos discutidos no TP1 e a importância do acordo ortográfico dos países que falam a língua portuguesa a fim de padronizar a escrita.

Fonte do recurso: Ministério da Educação, Portal Domínio Público

Endereço http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=51268



ESTUDOS TP1 - UNIDADE 2


Nesta unidade focalizamos os estudos sobre a norma culta, a linguagem literária e as modalidades da língua: oral e escrita. Destacando que:

- A norma culta é um dos dialetos definidos por critérios socioculturais, é escolhida como norma-padrão, utilizada em documentos, principalmente os oficiais, em grande parte da literatura, dos escritos e falas da imprensa. Sua grande característica é a correção pautada na gramática normativa. Deve ser bem trabalhada na escola, como o dialeto que o aluno deve ir aos poucos dominando, por ser o mais adequado a certas situações de comunicação

- No texto literário o autor pode fazer uso da norma culta ou o dialeto popular, o registro mais formal ao mais informal, dependendo de suas intenções, do assunto, do ambiente e dos personagens retratados.

- Tanto a modalidade da língua oral quanto a escrita são importantes, pois ambas apresentam possibilidades de uso formal ou informal. Devem ser trabalhadas na escola tanto do ponto de vista da locução quanto da interlocução.Ouvir, falar, ler e escrever, consideradas as habilidades básicas da língua, devem ser atividades constantes na sala de aula.É fundamental ofertar aos docentes textos diversificados e bons, orais e escritos, produzidos com objetivos e em situações diferentes, literários e não literários. Os textos dos alunos podem ser utilizados como material de estudo.



OFICINA: CHICO BENTO - O ORADOR DA TURMA


Num primeiro momento fizemos a leitura silenciosa da história em quadrinhos “Chico Bento – O orador da turma”, num segundo a leitura dramatizada pelos cursistas. Em seguida, compartilhamos as respostas das questões propostas quando discutimos:

- Os problemas da realidade educacional brasileira, questões de estrutura, funcionamento, falta de compromisso dos políticos e até da comunidade escolar, inadequação das escolas - sem quadras, bibliotecas, estrutura curricular adequada etc. evidenciados na narrativa, “(...im nossa iscola caindo aos pedaço...”);

- A presença de variedades linguísticas, identificando e destacando as situações e as falas no texto. Variedade prestigiada: Crianças! Antes de saírem, tenho uma coisa muito importante para dizer. Variedade estigmatizada: Opa! Discurpa fessora!;

- A linguagem utilizada por Chico Bento ao longo da narrativa possibilitou a reflexão sobre a visão do professor do que está “certo” ou “errado” e “adequado” ou inadequado” para os diferentes momentos de comunicação (o início do discurso do Chico e a forma dele se expressar);

- A linguagem utilizada por Chico não é adequada para o evento organizado pela escola. No início da leitura ele faz uso da norma padrão: “Sinhoras e sinhores... Ilustríssimos...Excelentíssimo Perfeito” na fala predomina a norma popular “Peraí, fessora, um minutinho só...É com muita honra que recebemo tão achatada figura em nossa escola caindo aos pedaço...discurpa...mais si oceis zoiá bem...é vredade..etc.”

- Na quarta parte da história, o personagem principal pede desculpas pelos “erros de português”, pois ele sabe que o próprio discurso não é formal como o que a professora havia preparado e inadequado conforme a situação de formalidade do evento.

Os cursistas amaram o texto/HQS e a atividade proposta. Assim que retornamos o ano letivo de 2010, esta oficina será levada para sala de aula e serão trabalhados os modos de escrever e falar dos alunos, retomando ao texto já comentado “Nóis mudemo”.


ENCAMINHAMENTOS


- Estudar no período de férias o TP1, em especial as duas últimas unidades que ainda não discutimos - Unidade 3 “O texto como centro das experiências no ensino da língua” e Unidade 4 “A intertextualidade”.

Realizar as leituras dos livros sugeridos e comentários.

Entregar os portfólios na Unidade Regional de Educação até dia 23 de dezembro de 2009.

Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

RELATÓRIO XI - DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA



RELATÓRIO XI – Décimo Primeiro Encontro



Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 04/dezembro/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

ESTUDOS

Iniciamos o dia realizando a leitura compartilhada “Produção textual: planejamento e escrita” de Silviane Bonaccorsi Barbato – Unidade 22 do TP6, página 73 e 74, com a participação dos professores para realização de comentários. Deram ênfase ao aspecto da produção de um texto, seu ponto de partida, e de monitoração da escrita, a definição dos elementos da situação sócio-comunicativa, o estabelecimento do objetivo de escrita, considerando os leitores possíveis (interlocutores ou audiência), a função, o tema, o gênero, o nível de linguagem, o suporte (ou portador) do texto. O debate e exemplos sobre o planejamento da prática da leitura e escrita foi extremamente rico, citaram as redações do ENEM, as produções textuais (negativas e positivas) solicitadas por professores há um tempo e ainda hoje, etc.

Em PowerPoint estudamos “O Planejamento” (Unidade 22 – Seção 1), o objetivo, conteúdo teórico, etapas do planejamento, funções da linguagem, realizamos na prática a atividade 1 (pág. 76 a 80). Em seguida ouvimos e acompanhamos os vídeos (Youtube) das músicas: Tô nem aí – Luka, Tente Outra Vez – Raul Seixas, Sinal Fechado – Paulinho da Viola com a finalidade dos cursistas identificarem as funções da linguagem predominantes em cada uma.

Para encerrar esta seção foi proposta a produção de textos, de forma criativa e planejada conforme estudo, para exposição no painel a ser construído “Café com Criatividade”.

Posteriormente, os cursistas em duplas, apresentaram em PowerPoint, (slides produzidos por eles na tarde do encontro anterior) notebook e data-show os demais temas da Unidade 22, 23 e 24, contemplando sempre o assunto, objetivo, síntese do conteúdo e uma atividade prática. Este trabalho foi muito bom considerando que os cursistas tiveram oportunidade de exercitarem o planejamento do estudo vinculando teoria e prática, além de fazerem uso dos recursos tecnológicos tão necessários

Na oportunidade, discutimos que os recursos didáticos são meios próprios utilizados para ensinar, subsidiar os trabalhos no ambiente educacional. Os recursos didáticos dão suporte ao trabalho do professor para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, mas o papel do educador em atuar como um bom mediador é fundamental em relação a utilização dos citados recursos. Esses, devem ser utilizados no dia a dia da escola com o objetivo de enriquecer as aulas, introduzir ou revisar conteúdos, passar filmes e/ou músicas, dentre outras ações; enfim atender ao planejamento dos educadores.

No momento atual, em um novo cenário educativo, a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TICs) traz uma enorme contribuição e novas possibilidades para a prática escolar. Destacamos o uso de computadores ligados a Internet, o uso de e-mails, blogs e os Objetos de Aprendizagem Virtuais, recursos que podem ser usados para dar suporte ao aprendizado nas diversas áreas.

O dia de estudos foi muito produtivo e a qualidade dos trabalhos apresentados foram satisfatórios.

ENCAMINHAMENTO

Produção de texto individual pelo cursista, visando à reflexão sobre o próprio processo de planejamento de escrita relacionando-o com o objetivo de sua atividade de escrita e situação sócio-comunicativa: escrever um texto, gênero à escolha, a fim de socializar com a turma e compartilhar em nosso “Painel: CAFÉ COM CRIATIVIDADE”.

IMAGENS DO DIA




Professores cursistas do Gestar II Língua Portuguesa em ação.

Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

Açailândia - Maranhão


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

EM 29/10/2009 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

PROFESSORES ESTUDANDO O TP6 UNIDADES 22, 23 e 24 , ELABORANDO SLIDES EM POWERPOINT ENVOLVENDO TEMA, SÍNTESE DO CONTEÚDO, OBJETIVO E SELECIONANDO UMA ATIVIDADE DE CADA SEÇÃO PARA POSTERIOR APRESENTAÇÃO.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

RELATÓRIO X ENCONTRO - TP6

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -LÍNGUA PORTUGUESA
RELATÓRIO X – Décimo Encontro
Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 29/10/2009 - 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes

MANHÃ

Realizamos a Leitura Compartilhada do texto “Ampliando nossas referências – Argumentação” – adaptado de Platão Savioli, F. & Fiorin,J. L. Lições de texto: leitura e redação, Ática, 1996 do TP 6 – página 59 a 62. Discutimos sobre a complexidade que envolve a comunicação, pois esta é mais do que repassar mensagens como transmissão de idéias, é agir sobre o outro; é buscar reações à ação da linguagem. Apenas com a participação do outro a comunicação se torna eficaz e que a argumentação pode ocorrer, se dar, pelo raciocínio, convencimento e precisam sim, ser plausíveis, prováveis. Segundo o texto, argumento é todo procedimento linguístico que visa fazer o leitor aceitar o que lhe é comunicado e apresenta os seguintes tipos: argumento de autoridade, argumento baseado no consenso, argumento baseado em provas concretas, argumento baseado no raciocínio lógico.
Socializamos o relatório do cursista revisando os assuntos discutidos no encontro anterior.
Com o objetivo de compreender a construção de argumentos para defender uma posição e conhecer e usar expressões que articulam o artigo de opinião, cada cursista recebeu uma cópia xerox sobre Tipos de argumento, Frases argumentativas, Elementos articuladores, como também receberam a sugestão de como avaliar o texto dissertativo verificando: a pertinência ao tema proposto, a presença de elementos do gênero, busca de informações sobre o tema, originalidade, aspectos gerais de gramática e ortografia. Este assunto acrescentado aos estudos foi retirado do material da “Olimpíada de Língua Portuguesa Pontos de vista” – Artigo de Opinão 2008, a fim de enriquecer as discussões do grupo e principalmente para possiblitar ao professor o acesso aos parâmetros de avaliação de texto dissertativo.
Retomamos as atividades aplicadas pelos educadores em sala de aula, como: o Avançando na prática do TP5 da página 196; Lição de Casa 2 TP5 e Oficina 9 ou 10 do TP5.
Os cursistas fizeram exposições de suas aulas práticas e ficou claro que os alunos estão correspondendo as atividades propostas, participando e obtendo êxitos. Abaixo uma das experiências retratadas pelos educadores:


RELATO DE EXPERIÊNCIA
Disciplina: Língua Portuguesa
Assunto: oficina 09 unidade 18 TP5
Materiais utilizados: TP5, Xerox colorida da Publicidade do texto FURNAS, papel 40, pincel, lápis de cor, caneta, papel A4.
Aula : FURNAS
Objetivo: focalizar, a construção da coerência textual e os aspectos lingüísticos e sócios – comunicativos responsáveis pela continuidade de sentidos de um texto; pela tessitura das informações no texto.
Horas/aula dispendidas: Duas em cada turma
Série: 7ª Serie “A”,”B” e “C”
Turno: Matutino
Data: 19.10.2009
Número de alunos: quarenta por turma
Unidade escolar: Centro de Ensino Lourenço Antonio Galletti
Professora: Rubia Novakoski
Formadora Gestar II: Elaine Beatriz


Desenvolvimento das atividades:
A atividade sugerida para a referida aula foi transposta para folhas A4 e multiplicada em cópias suficientes para todos os alunos Para esta parte da oficina, dividi a turma em oito (8) grupos de quatro (4) pessoas, os grupos foram formados de forma espontânea. A proposta de atividades que eles desenvolveriam tinha como base o texto publicitário da pág. 255 do TP5. A aplicação foi efetuada em conformidade com as orientações dadas. Observou-se que alguns alunos, durante a execução, demonstraram dificuldade por não terem conhecimento de que Furnas era uma empresa geradora de energia, grande parte não conseguiu identificar se havia coerência entre as imagens e o texto.

Levantamento das observações dos alunos:
Após o levantamento prévio expliquei novamente sobre o texto, foi entregue o xerox do material para cada grupo, analisaram novamente, e muitos ainda relacionaram as imagens a uma empresa de defesa do Meio Ambiente. O despertar veio quando atentaram para o nome energia, ai relacionaram a uma hidrelétrica. Fizeram o levantamento que as cores verde, amarelo, azul e branco: representam o Brasil, assim chegaram à dedução lógica que FURNAS é uma empresa brasileira.
Que a Matéria-prima dessa empresa é a água, que a mesma vem da natureza e seu produto gerado é a energia e esta retorna, ao homem em forma de tecnologia,educação, agricultura que há relação entre a Linguagem verbal e não-verbal
Os grupos discutiram em detalhe como a coerência textual, associaram suas análises aos conceitos e classificações desenvolvidas no decorrer das atividades propostas. Observaram os efeitos de sentido do texto como um todo.

Atividades desenvolvidas
Depois da análise foi feito o registro das observações do grupo em cartolina para exposição e apresentação aos colegas, socializando a discussão. Após a exposição foi feito as comparações da análise, onde houve a contribuição necessária o que não tinha sido debatida ou apenas comentários para finalizar a atividade proposta.
Atividade avaliativa: produção de texto relacionado à coerência das imagens com o texto, montagem da bandeira do Brasil, relacionando a empresa cada vez mais brasileira através de imagens, apresentação dos trabalhos.
Conclusão:
A atividade dada recriou situações e necessidades de uso da leitura (no caso, das imagens mentais) e da escrita, o que contribuiu sobremaneira para o processo de aprendizagem da turma.
De acordo com a avaliação dos alunos a proposta foi excelente, sendo uma atividade interessante, e de certa forma teve um certo grau de dificuldade na aplicabilidade da mesma, portanto foi um momento enriquecedor, e que aumenta nossas experiências profissionais.



Ainda socializamos as ações alusivas ao Projeto Cartas, que está encerrando.
Além de tudo isso, nesta manhã cada professor apresentou seu respectivo portfólio. Momento importante devido a troca de conhecimentos, experiências e atividades efetivadas com os alunos, como também o compartilhamento de outras idéias utilizadas no citado instrumento de avaliação e também foi oportuno para a realização de intervenções e apresentação de outras sugestões pela formadora.



TARDE


Nesta tarde, os cursistas foram encaminhados para o Laboratório do Centro de Ensino Fundamental e Médio Maria Izabel Rodrigues Cafeteira a fim de usarem os recursos tecnológicos, como computadores, Internet, PowerPoint, visitarem nosso blog, como suporte de estudo e aprendizagem.
Informamos como criar um e-mail, como criar e comentar em um blog. Após esta etapa, cada dupla ficou responsável para trabalhar uma seção das Unidades 22, 23 e 24 do TP6, contemplando o tema, objetivo, a síntese do conteúdo ao longo da seção, além de selecionar uma atividade focando o objetivo. Tivemos o apoio das educadoras do NTE – Núcleo Tecnológico de Educação e da professora Ângela Nascimento para atendimento aos educadores.


ENCAMINHAMENTOS

1- Os cursistas que ainda não estão com os portfólios em dias, completarem com as atividades que faltam;
2- Encerrar o Projeto Didático:Cartas “POR FAVOR, ESCREVA-ME SUAS SENSAÇÕES DA VIDA”;
3- Completarem as atividades propostas para serem desenvolvidas com os alunos em sala de aula até o TP5, para quem ainda não realizou, devido algum imprevisto;




ELAINE BEATRIZ ROCHA QUEIROZ GOMES
AÇAILÂNDIA - MA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DE VOLTA

QUERIDOS COLEGAS!!!


A PROVA BRASIL (ESTAVA COMO MULTIPLICADORA NA REGIONAL DE AÇAILÂNDIA), PRESTAÇÃO DE CONTAS DA "PROVA BRASIL", FINAL DO ANO LETIVO, REUNIÃO COM SUPERVISORES E COORDENADORES PEDAGÓGICOS, EXCESSO DE TRABALHO,ETC... TUDO ISTO ROUBOU MEU TEMPO PARA OS REGISTROS AQUI DO GESTAR.


MAS ESTAMOS DE VOLTA... SEXTA-FEIRA INICIAREMOS O TP1.

AGUARDEM... MUITAS IDEIAS NOVAS E LETRADAS.

ELAINE BEATRIZ

domingo, 8 de novembro de 2009

SOBRE O TEXTO FESTANÇA NA FLORESTA - COMENTÁRIOS DOS CURSISTAS

"O TEXTO "FESTANÇA NA FLORESTA" DE CLARICE LISPECTOR É UM ÓTIMO INSTRUMENTO PARA SE TRABALHAR AS RELAÇÕES DE SENTIDO EXPLÍCITOS E IMPLÍCITOS, BEM COMO, O USO DE PALAVRAS QUE ESTABELECEM A COERÊNCIA E A COESÃO TEXTUAL"
PROFA. NATÉRCIA
"O TEXTO É MUITO RICO PARA SER TRABALHADO EM SALA DE AULA COM OS ALUNOS, TENDO EM VISTA QUE ALÉM DO ESTUDO DOS ELEMENTOS COESIVOS E A EXPLORAÇÃO LINGUÍSTICA DO TEXTO, ELE ATRAI A ATENÇÃO DOS ALUNOS PORQUE FALA DE ANIMAIS, FLORESTA, FAZ PARTE DO MUNDO DELES.
ALUNOS MOTIVADOS PARA A LEITURA FICA MAIS FÁCIL TRABALHAR OS DEMAIS ASPECTOS DA LÍNGUA."
PROFA. EULÁLIA.
VALEU PROFESSORAS!!!!!!! ETA MENINAS BOAS!!!!

domingo, 1 de novembro de 2009

RELATÓRIO - ENCONTRO 9 - TP5 E TP6


DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA


RELATÓRIO XIX – Nono Encontro


Assunto: TP6 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 17/10/2009 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes


LEITURA COMPARTILHADA


Num primeiro momento realizei a leitura compartilhada do conto “Festança na Floresta” de Clarice Lispector (já deu para perceber meu fascínio pela obra de Clarice) solicitando aos professores que observassem as expressões belas, interessantes e os recursos que a autora utilizou para deixar o conto mais polido e agradável de ler.
Como sempre um cursista, desta vez a Roseny, realiza a leitura do relatório dele, que faz uma síntese de forma reflexiva do encontro anterior.


RETOMADA


Em grupos os professores apresentaram e explicaram o mapa textual, (releia o relatório 8) realizado no encontro presencial do dia 03/10/2009, em pequenos grupos. O assunto trabalhado foi “Relações lógicas no texto” e suas respectivas seções 1- A lógica do (no) texto, 2- A negação e 3- Significados implícitos que fazem parte da Unidade 20 do TP5.
Devido ao feriado do dia 12/10, comemorações do dia do professor na escola e o projeto cartas dentre outros aspectos, os professores pediram mais um prazo para realizarem as atividades propostas anteriormente que foram: Lição de casa 2 do TP5 que contempla a unidade 18 e 19 e Oficina 09 ou 10 também do TP5.



SOCIALIZANDO OS MAPAS TEXTUAIS


Esta socialização foi extremamente enriquecedora considerando a oportunidade de eliminação de dúvidas em relação a teoria estudada nos grupos num primeiro momento e num segundo tempo dialogando com a turma toda.

Alguns exemplos:
Natércia e Celidônia
Evenilda, Edileuza,Hezequias e Rúbia
TRABALHANDO O TEXTO FESTANÇA NA FLORESTA
DISCUTINDO COESÃO E COERÊNCIA

Festança na floresta
Clarice Lispector




Estamos no mês de junho, as fogueiras de São João se acendem, balões sobem, já há friozinho e aconchego. Dá para comer batata-doce à meia-noite com café tinindo de quente.

Mas me disseram que a festa não é só nossa. Pois não é que ia haver uma festa da bicharada na selva? E calculei que isso acontecesse no mês de nossos próprios folguedos. Pelo menos é o que garantem os índios da tribo Tembé.

Foi assim: os animais das matas até que estavam ocupados e calmos em relação a seus deveres, pois o dever do animal é existir. Mas eis senão quando surgiu no ar um boato que logo se espalhou alvissareiro num diz-que-diz assanhado. Vinha esse boato trazido pelo canto do sabiá. Como o sabiá, a quanto se sabe, canta pelo mero prazer de cantar, ficaram os bichos em dúvida sobre se era ou não verdade.

E – de repente – começou a chover convite para a tal festança. Quem convidava não dizia quem era, mas todos desconfiaram que a idéia vinha da rainha das selvas brasileiras, a onça, mandachuva que era. Todos os bichos foram convidados, garantindo-se que na ocasião seria abolida a ferocidade. Até a mãe-coruja, que de tão séria e sábia até óculos usava, foi convidada com seus filhotes.

Quanto às filhas do macaco, doidas para namorar e enfim casar, enfeitaram-se tanto e com tantas bugigangas que pareciam umas – é isso mesmo, pareciam umas verdadeiras macacas.

E quem pensa que a cobra faltou por ser tão nojenta está enganado: apareceu fazendo salamaleques com o corpo escorregadio para chamar a atenção.

A noite estava toda iluminada por milhares de vaga-lumes, pela lua silenciosa e pelas estrelas úmidas. Quanto à orquestra, fiquem certos de que era da melhor qualidade: uma turma de tucanos encarregou-se de tocar em valsa os mais belos grunhidos da mata.

A bicharada estava acesa de alegria. O papagaio foi muito aplaudido quando berrou uma canção alegre, e as macacas casadoiras, penduradas pelos rabos nas árvores, estavam certas de que eram grandes bailarinas.

Bem, a coisa estava no máximo de animação. Mas a onça estava inquieta, doida para atacar. E como não fosse permitida nessa noite a carnificina, ela começou a ser feroz com a língua viperina. Então cantou:
“Dona Anita é gorda roliça que nem uma porca e tem cor de rato”. A anta danou-se e retirou-se.

A onça, vendo que tinha tido sucesso, cantou uma ofensa horrível contra o jabuti, dizendo que este estava coberto de mosca varejeira. Tanto que o jabuti, ofendido, foi embora. Depois a onça falou: “Vejam que decote indecente o das filhas do macaco”. As macacas ficaram fulas da vida e só não saíram de lá porque a esperança de arranjar noivo é a última que acaba.

Mas acontece que havia entre os animais o deus dos veados. Arapuá-Tupana, que resolveu acabar com a empáfia da onça e para vencê-la pôs-se a cantar. Os bichos, sabendo que quando o ouvissem morreriam, taparam os ouvidos. Arapuá-Tupana afinal foi embora e a bicharada não morreu.

É. Mas os animais haviam perdido o dom da fala, ninguém se compreendia mais. E isso até o dia de hoje. Porque grunhir ou cantar não diz nada. Tudo por causa da onça linguaruda.

COMENTÁRIOS



Entre os vários aspectos da abordagem de um texto, reli este para a turma destacando neste estudo, a composição textual, ou seja, a valorização, os modos de combinação da forma discursiva utilizada pela autora. Convidei os colegas professores para comentarem olhando o texto como objeto estético. A forma como foi tecido marcando os elementos da textualidade: a coerência e a coesão.
Muito foi discutido, além da beleza da produção escrita:
- Os marcadores da cadeia linguística que tecem o texto;
- O sentido figurado que vai aparecendo, o entrelaçar dos processos de coesão e coerência;
- A aliteração e assonância, a personificação;
- As palavras bem selecionadas;
-etc. (veja as marcas no próprio texto).
A coerência está ligada ao conhecimento que o leitor tem acerca daquilo sobre o que lê. Então a situação comunicativa, a intencionalidade e as pistas que o autor vai deixando no decorrer do texto são elementos que ajudam a construir seu significado.
Observa-se que a trama do conto Festança na Floresta acontece, vai evoluindo de forma lógica (início – conflito – desfecho) garantindo a coerência do mesmo.
Revisamos os elementos linguísticos da coesão responsáveis pela textualidade: gramaticais, lexicais, pontuação, repetições, elipses...
Todos disseram ter gostado desta atividade e do desafio que é ler um texto desta forma com os alunos, mas que é importante e possível construírem essa competência.

Sugeri que lessem o fantástico material do PROFA/MEC 2000 – módulo azul, para enriquecerem ainda sobre este estudo.




INTRODUÇÃO: TP 6 “LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA II”



Realizamos um estudo coletivo do texto “Argumentação e linguagem”, página 13 do TP 6, da autora Maria Luiza Monteiro Sales Coroa – Unidade 21.
O debate, de forma bastante participativa, girou em torno da seguinte fala da autora “...todos os seres humanos são, ao mesmo tempo, origem e produto da linguagem, origem e produto da história que nos leva a construir formas de comunicação e de atuação específicas.”
Para subsidiar a discussão prévia sobre o que é argumentar, foi exibido os vídeos “filtro solar” e clip da música “Epitáfio” dos Titãs (Youtube), quando todos fizeram colocações pertinentes sobre o assunto.
Em seguida, através de slide em powerpoint, estudamos a Seção 1 “A construção da argumentação”, cujo objetivo: identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos foi alcançado. Refletimos sobre o uso da língua e linguagem para atuação e ação do homem sobre o mundo e as coisas e a produção de resultados a partir dessas ações linguísticas.
Discutimos a diferença entre argumento e tese. Através da atividade 4 da página 20 – texto abaixo. Analisamos a busca do texto em convencer o leitor acerca de uma idéia principal. Os cuidados com alimentação contribuem para que o processo de envelhecimento transcorra sem sustos. A essa idéia chamamos tese do texto argumentativo.




Observamos que as maneira de organizar os argumentos para comprovar a tese são diferentes; realizamos então, coletivamente a atividade 5 - Texto: Em busca da longevidade de Dr. Ernesto Silva. Identificamos a tese, os argumentos usados para comprovar a validade dessa tese. Além disso, compararmos os textos das duas atividades 4 e 5 analisando a organização dos argumentos de cada um.

Em grupos, os cursistas realizaram o “Avançando na prática” da página 23. Definiram uma tese a ser defendida e argumentos que comprovassem a tese escolhida pelo grupo.
Perceberam na prática, após o estudo teórico, que dependendo da situação comunicativa, do objetivo do ato de linguagem, as formas de organizar a tese e os argumentos podem variar.
Após as apresentações dos trabalhos, reafirmamos que quando temos consciência de que nosso objetivo maior ao produzir um texto é fazer o leitor/ouvinte crer em alguma de nossas ideias, classificamos esse texto como argumentativo. Nesse texto, a idéia principal para a qual buscamos a adesão do leitor/ouvinte, o objetivo de convencimento do leitor/ouvinte, constitui a tese. Cada motivo ou razão que damos para comprovar a tese é chamado de argumento.




Para finalizar o dia de estudos assistimos aos vídeos: A persuasão – Youtube e Ler devia ser proibido – WMP. Os professores discutiram a qualidade das argumentações observadas como: coerentes, fortes, inteligentes, etc. fortalecendo o conceito de que argumentar também é firmar uma posição diante de um problema.



TRABALHO PESSOAL


Solicitamos o fechamento dos projetos e a conclusão das oficinas em sala de aula, atrasadas devido aos problemas já citados anteriormente.
FORMADORA ELAINE BEATRIZ - AÇAILÂNDIA - MARANHÃO