terça-feira, 13 de outubro de 2009

BELAS ESTAMPAS - UNIDADES 14 E 15 DO TP 4

G 6 - Alecsandra, Roseny e Hezequias. “Quando queremos aprender”.


G 4 - Edileusa, Eulália e Clean. Mergulho no texto. “Por que e para que perguntar?”


G 5 - Celidônia, Assis e Doralice. “Como chegar à estrutura do texto?”



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

RELATÓRIO VI TP4


DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II -
LÍNGUA PORTUGUESA


RELATÓRIO VI – Sexto Encontro

Assunto: TP4 LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 19/09/2009 8 horas de estudos
Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes



RETOMADA



-Conforme o combinado inicial do curso, a professora Aline leu seu relatório alusivo ao encontro passado. Esta atividade sempre possibilita uma boa retrospectiva das discussões anteriores e ela escolheu a professora Natércia para ser a relatora deste dia 19.

-Os professores fizeram uma produção textual individual avaliando suas ações e aprendizagens no decorrer dos estudos, que foi recolhida por mim para leitura posterior.

-Discutiram como aspecto positivo o resultado da exibição de “Narradores de Javé” em sala de aula com seus alunos e a utilização do filme no Projeto Cartas. A professora Celidônia relatou o desenvolvimento do projeto “cartas” em sua escola e comentou sobre a sua escolha, o filme “O Carteiro e o Poeta”. A maioria já trabalhou a estrutura da carta, e tipos diversificados: de amor, comercial e outros.


LEITURA COMPARTILHADA



Para a leitura compartilhada desse dia, escolhi o texto “Caso de Secretária” de Carlos Drummond de Andrade, considerando que o trabalho desenvolvido através dele tem tudo a ver com o tema do TP4. Informei aos professores que vivenciariam algumas situações para subsidiar uma maior compreensão sobre os processos envolvidos na leitura. Iniciei a leitura em voz alta fazendo pausas, perguntando o que cada um poderia imaginar o que viria a seguir e falar a respeito de suas respectivas suposições.
Comentei que utilizamos as estratégias de leitura mesmo sem ter consciência disso e que a leitura dirigida do citado texto, tinha a finalidade de evidenciá-las. O cursista foi envolvido em cada pausa e intervenção, criando um clima de suspense. Os educadores explicitavam suas antecipações e inferências sendo levados a perceberem que utilizavam as estratégias durante a leitura. Perceberam ainda que ao lermos mobilizamos muitas de nossas expectativas a respeito de como o texto se organiza e que atribuímos significados ao que lemos, fazendo suposições e deduções, nem sempre apropriadas.
Em seguida, entreguei um texto sobre “Estratégias de Leitura” (concepção, estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação) do PCN em Ação de Alfabetização do MEC/2000, a fim de ampliarem os conhecimentos referentes ao assunto.




UTILIZANDO O TP 4



Inicialmente alertei os cursistas sobre os prazos para a realização das atividades à distância, principalmente na efeticação do projeto “cartas” e que teremos uma avaliação do curso, em novembro, em São Luis. Orientei, na prática, como fazer o comentário no blog e usar o e-mail coletivo (alguns tinham dúvidas como fazer). Os professores comentaram sobre o texto postado por mim no e-mail coletivo “Novos Letramentos: Desafios para a Educação”.

Trabalhamos as unidades 14 e 15 do TP4, dividas em 6 grupos. Cada grupo apresentou sua seção: objetivo, discutindo a idéia do conteúdo, a teoria vinculada à prática em sala de aula, utilizando o próprio TP4, cartaz, transparência e retroprojetor, realizando uma atividade oral com os colegas selecionada previamente pelo grupo.

“O primeiro grupo – U14 Seção 1 Onde está o significado do texto? - abordou questões sobre o processo inferencial; o segundo expôs o tema “Os objetivos de leitura: expectativas e escolhas de textos,” oportunidade em que objetivou mostrar a relação entre o significado da leitura e os diversos textos; o terceiro mostrou como os conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto; já o quarto – U15 comentou “Mergulho no texto”’ de Maria A. cunha, e trabalhou a Seção 1 Por que e para que perguntar, fez a leitura e atividade oral do texto “Admirável mundo louco” para mostrar como é importante, para a leitura dos alunos, a função das várias formas de perguntas; o quinto grupo trabalhou os procedimentos que levam à estrutura do texto; e o sexto mostrou como utilizar procedimentos adequados para que a leitura produza efeito na aprendizagem” Relato da professora cursista Natércia.

Na unidade 16, ”Produção textual – Crenças, teorias e fazeres” enfatizei que a leitura e escrita são aprendizagens procedimentais, o aluno vai aprender ler lendo e escrever escrevendo e que é função da escola planejar ações visando a participação de todos na prática da escrita conforme as funções sociais, para que todos da comunidade escolar tenham oportunidades de transformarem em pessoas participativas, criativas e críticas.
Além disso, é preciso exercitar a escrita, o seu desenvolvimento depende desta prática, a elaboração de sequências didáticas que priorizem a produção de significados que tornam a escrita comunicativa, como as várias sugestões do TP, por exemplo, outras sequências didáticas da revista Nova Escola comentadas pelo grupo.
Fechamos a tarde de estudos discutindo o estilo individual de cada um, na forma de escrever, ser, dizer, falar, se posicionar, vestir, etc., lendo os slides em PowerPoint “O frango atravessou a estrada” e também já antecipando um pouco o tema do próximo encontro.



TRABALHO PESSOAL


1- Realizar a Oficina Avançando na prática da página 124 e 125 do TP3, realizando o relatório conforme o encaminhamento, como se deu essa experiência:
(1) Como você planejou a atividade?
(2) Que dificuldades teóricas encontrou?
(3) Que dificuldades de aplicação encontrou?
(4) Que soluções encontrou para essas dificuldades?
(5) A que resultados positivos você e seus alunos chegaram?
(6) Como você avalia o alcance de seus objetivos?
(7) Você teve oportunidade de discutir essa prática com seus colegas ou com seu coordenador? Como vocês avaliaram os resultados?.

2- Dar continuidade ao projeto “Cartas”.

3- Aplicar uma das oficinas do AAA4 das realizadas e socializadas pelos cursistas no encontro anterior, ou uma outra do mesmo AAA4 a escolha do professor

4- Fazer a lição de casa 1 da página 209 do TP4: escolher um dos Avançando na prática relacionado a leitura e produção de textos, planejar, aplicar e analisar os produtos da intervenção.

5- Fazer a lição de casa 2 da página 211 do TP4: escolher ou o texto Camping da pág. 132 da U15 0u Avançando na prática da U16 pág. 194 e 195.

6- Focalizar os alunos e professor nas fotos adequadamente, organizar as carteiras, a sala, os trabalhos efetivados, enfim o ambiente de trabalho.

7- Ler os relatórios e demais postagens em “nosso” blog e participar fazendo comentários, encaminhando postagens.

Cada atividade (oficina, avançando na prática) propostas como trabalho pessoal, individual, foi lida coletivamente na sala e esclarecidas as dúvidas a fim de evitar dificuldades na aplicação em sala de aula.



AVALIAÇÃO



Esse grupo de cursistas tem realizado excelentes trabalhos tanto no momento presencial, quanto a distância. Muitos solicitaram um prazo maior para a execução das atividades devido às inúmeras atividades realizadas na escola, como: conselho de classe, concursos de redações, projeto do combate a exploração sexual e outros.
Eles não têm dificuldades com os conteúdos e estão interessados em aprender cada vez mais e compartilhar suas experiências e conhecimentos.


APRESENTAÇÃO DAS ATIVIDADES PELO GRUPO OU REPRESENTANTE DO GRUPO




G1 - Natércia, Dernete e Socorro. “Onde está o significado do texto?”


G 2 -Aline. “Os objetivos de leitura: expectativas e escolhas do texto”.




G 3 - Evenilda, Rúbia e Dhaiany. “Conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto?


G 4 - Edileusa, Eulália e Clean. Mergulho no texto. “Por que e para que perguntar?”







G 5 - Celidônia, Assis e Doralice. “Como chegar à estrutura do texto?”





G 6 - Alecsandra, Roseny e Hezequias. “Quando queremos aprender”.

Formadora: Elaine Beatriz Rocha Queiroz Gomes




SÍNTESE CINEMA E PALESTRA

Síntese do momento cultural realizado pela turma do Gestar de Língua Portuguesa . Leitura Compartilhada;Palestra sobre os novos gêneros textuais e possibilidades de uso e Exibição do filme Narradores de Javé.

sábado, 3 de outubro de 2009

V ENCONTRO EM IMAGEM - PIPOCA E GUARANÁ

EXIBÇÃO DO FILME


COMENTÁRIOS REFERENTES AO FILME

PELA DIRETORA DE EDUCAÇÃO DA URE IVANETE CARVALHO

PELA PROFESSORA RUTE PEREIRA - COORDENADORA DA CASA DO PROFESSOR



V ENCONTRO EM IMAGEM PALESTRA

CURSISTAS PARTICIPANTES DA PALESTRA

PROFESSORA ÂNGELA NASCIMENTO PALESTRANDO

TEMA DA PALESTRA



V ENCONTRO EM IMAGEM

LEITURA COMPARTILHADA: FELICIDADE CLANDESTINA - CLARICE LISPECTOR

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

PALESTRA E CINEMA

ESTADO DO MARANHÃO
UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE AÇAILÂNDIA
DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO
PROGRAMA DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA


RELATÓRIO V – Quinto Encontro

Assunto: Palestra “Gêneros Textuais: Possibilidades de Atividades” e Exibição do filme: “Narradores de Javé” (TP3 e TP4)
Rede Estadual: Unidade Regional de Educação de Açailândia/MA - UREA
Turma: única
Município: Açailândia – MA
Encontro: 28/08/2009 4 horas de estudos


O encontro para o dia 05/09, conforme previsão do cronograma foi adiantado para o dia 28/08, devido a solicitação de alguns cursistas que iriam fazer seletivo para professor da UEMA – Universidade Estadual do Maranhão e uma maioria que estava com viagem marcada. Ficou acordado que este dia seria anteposto em 28/08 – 4 horas e reposto em outubro as outras 4 horas, quando estaremos socializando os portfólios das três turmas (1 da rede estadual e 2 da rede municipal) dentre outras atividades.
PROGRAMAÇÃO EFETIVADA NO DIA 28/08


LEITURA COMPARTILHADA: FELICIDADE CLANDESTINA - CLARICE LISPECTOR


A leitura do conto Felicidade Clandestina de Clarice Lispector, foi realizada pela formadora Elaine Beatriz, após várias informações sobre a citada autora e sua obra.
Os professores cursistas gostaram muito do texto. Não poderia ser diferente, Clarice fascina e emociona também nesse conto. A importância do ato de ler para e com os nossos alunos, a importância dos diferentes mundos revelados através da leitura e o prazer de ler foram temas de discussões no grupo.

Leitura pela formadora: Elaine Beatriz
Felicidade Clandestina - Clarice Lispector
Os melhores contos brasileiros do século, Seleção Ítalo Moriconi. Objetiva,2001 p.312 – 314.
Felicidade Clandestina


Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
(foto)
Clarice Lispector
http://davidcorreiajunior.files.wordpress.com/2008/08clarice.jpg Em 26 set 2009.



PALESTRA: "GÊNEROS TEXTUAIS:POSSIBILIDADES DE ATIVIDADES "


Ângela Nascimento, professora coordenadora do Centro de Ensino Antônio Carlos Beckman, em Açailândia – MA, foi convidada para ministrar esta palestra, a fim de ampliar os conhecimentos dos professores cursistas em relação aos novos gêneros que surgem com as novas tecnologias da comunicação e informação.
Foram abordados as concepções de gêneros e tipos textuais; os fundamentos teóricos segundo os PCNs; como trabalhar gêneros textuais em sala de aula e dez sugestões práticas; duas propostas de trabalho realizadas pela palestrante como por exemplo: Argumentando a moral da história com o gênero fábula; os novos gêneros: e-mails, chats, salas de bate-papo, as listas de discussão, os weblogs (blog).
O trabalho envolveu a atenção de todos e proporcionou a interação e interatividade com o grupo, além de oportunizar o conhecimento de ações práticas com os gêneros já conhecidos e os novos gêneros digitais nem tão apropriadas por todos.

(foto)
Tema da palestra

(foto)
Professora Ângela Nascimento palestrando



SESSÃO PIPOCA E GUARANÁ
EXIBIÇÃO DO FILME NARRADORES DE JAVÉ


Assistimos ao filme com o “olhar” voltado para as questões da Leitura e Processos de Escrita, tema do TP4 do Gestar II de Língua Portuguesa.

Após a exibição, contamos com a participação das professoras de História Rute Pereira e de Língua Portuguesa Ivanete Carvalho que fizeram comentários enriquecedores alusivos ao mesmo.
.
Cada professor recebeu um roteiro para análise de “Narradores de Javé” e sugestões com possibilidades para a elaboração de um plano de trabalho, a fim de ser aplicado com seus alunos.

Todo cursista presente foi envolvido pela irreverência do filme brasileiro, dirigido por Eliane Café. Com muito humor ele traz assuntos importantes e atuais que possibilitaram várias discussões, como:

- A importância da escrita para o registro da memória de um povo. Javé é uma comunidade essencialmente oral e a personagem Antônio Biá (José Dummont, carteiro da agência de correios) é quem sabe ler e escrever, tinha um certo poder por esse motivo. “Uma coisa é coisa acontecida. Outra é coisa escrita. O escritor melhora o acontecido.” Esta fala de Biá evidencia a importância do seu papel quando passa a ser o escritor oficial do dossiê científico que salvaria Javé;

- A leitura e sua função social, alfabetização e letramento;

- As narrativas dos “Narradores” conforme o ponto de vista de cada um;

- A variedade linguística do Português apresentada através do jeito/modo de falar das personagens, expressões utilizadas e os vários dialetos. As expressões tipicamente nordestinas;

- O progresso que chega na região através da hidrelétrica, mas a pequena comunidade fica debaixo d’água e “o povo destruído”;

- A diversidade de gêneros textuais, oral e escrito: carta, bilhete, piada, lenda, placa do governo, música, hinos, ladainhas, provérbios, fotografia e outros;

- Outros aspectos que envolvem a interdisciplinaridade e/ou a intertextualidade: a questão da transposição do rio São Francisco, cidadania, ética, credibilidade de Biá, a água no mundo e questão ambiental, comunidade negra e cultura africana, tipos e gêneros textuais, Moisés salva seu povo na travessia do Mar Vermelho, preconceito com a idosa...

Além de tudo isso, foi comentado a qualidade do trabalho dos atores, como as personagens de José Dummont ( Antônio Biá- carteiro da agência de correios), Nelson Xavier que inicia a história com a frase...”eu mesmo, que não sou das letras vou contar um causo e acho que vocês não vão querer ouvir” e então todos puderam mergulhar no tempo, o atual, o passado e o lendário. Os próprios figurantes que são habitantes de “Javé” e atores do filme, desempenharam muito bem seus papéis. Javé na verdade é uma cidade muito pequena chamada Gameleira do Estado da Bahia, próxima a Lapa, na região nordeste.

O título também chamou a atenção dos professores, “narradores” no plural, que permite a realização de inferências sobre histórias que serão contadas. Os sinais de pontuação como a vírgula que posteriormente se transforma em dois pontos, em seguida em ponto final e reticências informam, dão pistas, sobre o que acontecerá.

Para finalizar, foi sugerido que os educadores planejassem a “sessão cinema” usando “Narradores de Javé” em sala de aula, vinculando esse uso ao “Projeto Final Cartas”, elaborado coletivamente pela turma.



(foto)
Professores cursistas e formadoras: Elaine Beatriz, Fátima e Neiva


(foto)

Rute Pereira
Coordenadora da Casa do Professor e Ivanete Carvalhho Diretora de Educação da URE – Unidade Regional de Educação de Açailândia – MA, convidadas para comentarem o filme Narradores de Javé.